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domingo, 24 de janeiro de 2016

O QUE É RELATÓRIO SOCIAL, ESTUDO SOCIAL E PERÍCIA SOCIAL? QUAL A DIFERENÇA ENTRE LAUDO SOCIAL E PARECER SOCIAL?




ESTUDO SOCIAL – Processo metodológico de especificidade do assistente social, "..que tem por finalidade conhecer com profundidade, e de forma crítica, uma determinada situaçãoou expressão da questão social, objeto da intervenção profissional"( CFESS, 2007,p.42).



PERÍCIA SOCIAL– A perícia, quando solicitada a um profissional de Serviço social, é chamada de perícia social, recebendo esta denominação por se tratar de estudo e parecer cuja finalidade é subsidiar uma decisão, via de regra, judicial.

Ela é realizada por meio do estudo social e implica na elaboração de um laudo e emissão de um parecer. para sua construção o profissional faz uso dos instrumentos e técnicas pertinentes ao exercício da profissão, sendo facultado a ele a realização de tantas entrevistas, contatos,visitas, pesquisa documental e bibliografia que considerar necessárias para análise e a interpretação da situação em questão e a elaboração de parecer.

Assim, a perícia é o estudo social, realizado com base nos fundamentos teórico-metodológicos, ético-político e técnico operativo, próprios do serviço social, e com finalidade relacionada a avaliações e julgamento.(CFESS,2007,p.43-44)
RELATÓRIO SOCIAL- É referente a apresentação das atividades desenvolvidas na área de atuação do profissional( visitas domiciliares, informações e providências tomadas, bem como as suas justificativas) Seu conteúdo deve ir além do burocrático, contendo informações relevantes ao processo interventivo, não deve porém somente informar, mas explicitar as razões das ações(encaminhamentos) tomadas ou a serem realizadas. O relatório não se trata de um boletim informativo.(SIkorski, Daniela)
Além de tudo, é interessante também saber o que pensam diferentes autores sobre o mesmo assunto, por isso irei postar o pensamento de 4 autores sobre estes assuntos. FIQUE ATENTO!!!
ESTUDO SOCIAL
O que nos diz:  MIOTO(2001) Para ela o estudo social é um instrumento para conhecer e analisar a situação vivida por determinados sujeitos ou grupos de sujeitos sociais sobre o qual fomos chamados a opinar(…) consiste numa utilização articulada de vários outros instrumentos(…) entrevistas individuais ou conjuntas, a observação, a visita domiciliar e análise de documentos.
FÁVERO(2003)
Para ela é um processo metodológico específico do serviço social, tem a finalidade de conhecer com profundidade e de forma crítica, uma determinada situação ou expressão da questão social. Objeto de intervenção profissional(…)
FREITAS(2003)
Para ele o estudo social consiste em coletar dados, a partir de instrumental definido pelo assistente social e interpretar esses dados a partir do referencial teórico elaborando opinião profissional sobre a situação.
MAGALHÃES(2004)
Demanda leituras e conhecimento específico,exige uso de instrumentos apropriados de leituras,análises de tempo para avaliação e elaboração de texto.
PERÍCIA SOCIAL 
MIOTO (2001)
Para ela a Perícia Social é um processo através do qual um especialista realiza exame de situações sociais com finalidade de emitir um parecer sobre a mesma. 
FÁVERO(2003)
Para Fávero a perícia social é uma avaliação, exame ou vistoria solicitados ou determinados sempre que a situação exigir um parecer técnico ou científico, é o estudo social realizado com base nos fundamentos teórico-metodologicos, ético-político e técnico operativos próprios do serviço social e com finalidades relacionadas a avaliação e julgamentos.
FREITAS(2003)
Freitas traz a perícia social como um processo pelo qual um especialista assistente social realiza um exame de situações sociais, com a finalidade de emitir um parecer, buscando a solução do caso periciado. é um meio probatório com o qual se intenta obter, para o processo uma manifestação fundada em conhecimentos científicos, técnicos.
MAGALHÃES(2004)
Para Magalhães é um meio de prova consistente no parecer técnico de pessoas habilitada. São espécies de perícia: o exame, a vistoria e avaliação.

ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE LAUDO E PARECER SOCIAL
LAUDO SOCIALmeio judiciário de “prova” com a finalidade de dar suporte à decisão judicial, formação de um juízo, exercício de faculdade de julgar, a qual se traduz em “avaliar, escolher, decidir”. O laudo resulta de um estudo mais minucioso e aprofundado sobre determinada problemática, que contem um parecer bem fundamentado acerca de determinada problemática atendida pelo profissional.
O laudo oferece elementos de base social para formação de um juízo e tomada de decisão que envolve direitos fundamentais e sociais. Documento RESULTANDO de  PERÍCIA SOCIAL , ele apresenta o registro das informações mais significativas do estudo e da análise realizada, e o parecer social. NÃO NECESSITA EXPRESSAR DETALHAMENTO DOS CONTEÚDOS DO ESTUDO REALIZADO (salvo exceções).(CFESS, 2007)
Estrutura: se constitui por introdução que indica a demanda judicial e objetivos, uma identificação breve dos sujeitos envolvidos, a metodologia para construí-lo – especificidade da profissão e os objetivos do estudo-, um relato analítico da construção histórica da questão estudada e do estado social atual da mesma, e uma conclusão ou parecer social, que deve sintetizar a situação, conter uma breve análise crítica e apontar conclusões ou indicativos de alternativas, do ponto de vista do Serviço Social, isto é, que expresse o posicionamento profissional frente à questão em estudo.
O estudo deve permanecer devidamente arquivado no espaço de trabalho do profissional.
PARECER SOCIAL– é uma das partes que integram o estudo social, onde o assistente social, tomando por base os dados coletados ao longo do estudo social, cuja análise sempre se dá a luz do referencial teórico, é onde o profissional expressa a sua posição técnica de como alguma situação em questão (que gerou o estudo social) poderá ser solucionado. (JESUS;ROSA;PRAZERES,2004)
O Parecer do Laudo ,difere do emitido no relatório em razão da maior visibilidade da análise profissional no corpo do texto. O relatório pode conter descrições ou informações e um parecer relativo ao que foi visto ou observado, nos moldes de “diante do exposto”, “considera-se importante”…, o que inclui também possíveis sugestões.
O Laudo, porém, exige uma análise mais aprofundada, em que a descrição serve de ponto de apoio às inferências do profissional quanto a problemática que está avaliando. Ele precisa ir além do descrito pura e simplesmente. Suas considerações extrapolam o descritivo e situam-se na análise feita. Não basta descrever situações, mas analisá-las à luz de conhecimentos específicos do campo de atuação, com a ponte necessária à identificação de uma ótica do saber.

FONTE:MAGALHÃES, Selma Marques. Avaliação e linguagem: relatórios, laudos e pareceres. São Paulo: Veras Editora,2003.
CFESS (Org.). O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos. São Paulo: Cortez, 2003.
Para aprofundar o assunto recomendo os seguintes artigos:

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Estatuto da Pessoa com Deficiência






No dia 2 de janeiro, entrou em vigor no país o Estatuto da Pessoa com Deficiência, com novas regras e orientações para promover os direitos e liberdades dos deficientes. A chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante condições de acesso a educação e saúde e estabelece punições para atitudes discriminatórias contra essa parcela da população. De acordo com o Governo Federal, atualmente existem cerca de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência.





A Lei, sancionada em julho passado pela presidente Dilma Rousseff, proíbe a cobrança de taxas extras em matrículas e mensalidades de instituições de ensino privadas. A nova Lei ainda prevê que quem impedir ou dificultar o ingresso da pessoa com deficiência em planos privados de saúde estará sujeito a pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa. A mesma punição se aplica a quem negar emprego, recusar assistência médico-hospitalar ou outros direitos a alguém em razão de sua deficiência. Outra novidade da Lei é a possibilidade de o trabalhador com deficiência recorrer ao FGTS quando receber prescrição de órtese ou prótese para promover sua acessibilidade.





Conforme o novo Estatuto, as empresas de serviço de táxi deverão reservar 10% das vagas para condutores com deficiência. Legislações anteriores já previam a reserva de 2% das vagas dos estacionamentos públicos para pessoas com deficiência, mas a nova Lei garante que haja no mínimo uma vaga em estacionamentos menores. Os locais devem estar devidamente sinalizados e os veículos deverão conter a credencial de beneficiário. A legislação exige também que 10% dos dormitórios de hotéis e pousadas sejam acessíveis e que ao menos uma unidade acessível seja garantida.

De acordo com a advogada Cláudia Grabois, presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência do IBDFAM, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD) ou Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei 13.146/2015) regulamenta a convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, tratado internacional dos direitos humanos das pessoas com deficiência, ratificado pelo Decreto Legislativo 186/08 e Decreto Executivo 6.949/09. “O tratado composto por 33 artigos de conteúdo e um protocolo facultativo trouxe mudanças que agora serão efetivadas através do Estatuto, sob a sua égide. O Estatuto coloca a pessoa com deficiência no centro do Direito, assegurando-lhe o direito fundamental à vida e à acessibilidade, assegurando, ainda, todos os recursos para os atos da vida civil, bem como o direito fundamental à capacidade civil, visando a vida independente, a autonomia e o direito de fazer as próprias escolhas com os recursos apropriados e formas de comunicação específicas que atendam as especificidades de cada pessoa com deficiência e qualquer forma de comunicação, seja por um piscar de olhos, pela tecnologia assistiva ou pela língua brasileira de sinais. Neste sentido, o auxílio para os atos da vida civil foi assegurado, conferindo à pessoa com deficiência os seus recursos e apoios, e as escolhas destes, em conformidade com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, comenta.





Cláudia Grabois explica que o Estatuto altera a Lei 7.853/89, do Código de Defesa do Consumidor e, entre outros, do Código Civil. Segundo ela, a partir do Estatuto, é preciso se falar em funcionalidade e apoios necessários ao exercício dos direitos fundamentais. “O Estatuto, por exemplo, altera o caput do artigo 3 do Código Civil (CC) ao estabelecer que são absolutamente incapazes de exercer os atos da vida civil menores de 16 anos, sem distinção, e revoga todos os incisos do referido artigo. A curatela e o direito de escolha dos apoios vão ao encontro dos anseios das pessoas com deficiência. Certo que em algumas situações a pessoa com deficiência mental ou intelectual poderá ser submetida a curatela, desde que pela garantia de seus melhores interesses e sempre com muito cuidado, para assegurar que esta pessoa seja legitimada e respeitada como ser humano e cidadã(o). A equipe multidisciplinar de avaliação tem um papel importante a desempenhar e, para isso, é necessário que os artigos da Convenção e o Estatuto sejam conhecidos e respeitados”, disse.





Segundo a advogada, a curatela de medida excepcional e extraordinária será adotada somente quando totalmente necessária e de forma criteriosa. Cláudia Grabois exemplifica que foram revogados os incisos I, II e IV do artigo 1.767 do CC, e isso afirma que pessoas com transtorno mental não estão sujeitas a curatela, somente em casos de exceções. “Trata-se de assegurar a dignidade inerente, direitos fundamentais e liberdades individuais a aproximadamente 45% da população brasileira, garantindo o pleno exercício da cidadania do nascimento ao envelhecimento. No entanto, muito ainda precisa ser feito para assegurar à população menos favorecida os apoios necessários para o exercício da cidadania em igualdade de condições com as demais pessoas. A igualdade de condições e a equiparação de direitos são premissas da Convenção e do Estatuto, pois há que se assegurar que todas as pessoas, sem restrição, tenham todos os seus direitos assegurados, do nascimento ao envelhecimento. Também por este motivo cabe assegurar a educação inclusiva em escolas públicas e privadas, de acordo com a escolha da família, como premissa para o exercício da cidadania, da vida independente e da autonomia. Isso não significa pretensão de homogeneizar; pelo contrário, assegura o direito de pertencer a sociedade independente de condição”, afirma.





Para Cláudia Grabois, o Estatuto assegura o direito da pessoa com deficiência de vivenciar e constituir uma família, de ser estimulado e respeitado no ambiente familiar e em todos os espaços da sociedade, de vivenciar a sexualidade de acordo com a sua orientação sexual, de exercer direitos sexuais e reprodutivos, de participar plenamente da vida em sociedade e da vida política do país, de ser ouvido, de se manifestar, de ir e vir, de se comunicar, de ter acesso à informação e de exercer a cidadania sem preconceito e discriminação. “A Lei 13.146/15 é uma conquista das pessoas com deficiência, de ativistas e parlamentares que tornaram possível a elaboração de um Estatuto da Pessoa com Deficiência em conformidade com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O EPD/LBI criminaliza a discriminação e equipara a falta de acessibilidade a discriminação. Assim, mesmo que ainda tenhamos um longo caminho pela frente, seja pelos conflitos do Estatuto com o novo CPC (Código de Processo Civil) e, principalmente, pela efetivação do direito pelo poder público, pela sociedade e pelas famílias compostas por pessoas com e sem deficiência, a Lei representa um grande avanço para pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, mental, múltipla e psicossocial, mesmo que esta última ainda esteja em luta pelo reconhecimento e, por consequência, pela devida proteção nos termos da convenção”, esclarece.





Por fim, a advogada afirma que é preciso “empenho e controle social” para tirar o Estatuto do papel, “mas a história nos mostra que assegurar direitos humanos a todas as pessoas é também uma questão de sobrevivência e tarefa de todos (as). As pessoas com deficiência existem e hoje estão em todos os lugares, espaços e setores da sociedade; isso por si só é um avanço, nem sempre foi assim. A nova Lei nos traz a oportunidade de refletir sobre o modelo social e o paradigma do direito, e nos possibilita afastar o modelo de saúde assistencialista que ainda habita o consciente coletivo quando ‘tratamos’ de pessoas com deficiência. Como direito, cabe a elas protagonizarem as próprias vidas e fazerem as próprias escolhas, com acesso a todos os recursos necessários para este fim. O Estatuto é uma conquista que merece ser comemorada”, completa.





Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM com informações da Agência Brasil





Conheça o Estatuto na íntegra:




domingo, 6 de dezembro de 2015

Vejam as oportunidades de vagas com inscrições abertas recentemente para assistentes sociais!

Inscrição até:
Prefeitura de Cocalinho
detalhes
MT
1 vaga até R$ 2.300,00
Assistente Social
Superior
10/12/2015
TJ - Tribunal de Justiça - Várzea Grande
detalhes
MT
Vagas
Assistente Social e Psicologia
Superior
07/12/2015
TJ - Tribunal de Justiça - Rosário Oeste
detalhes
MT
Vagas
Assistente Social
Superior
Prorrogado até
07/12/2015






Fonte: PCI Concursos

Proposta de Emenda à Constituição visa estender o prazo de licença-paternidade para 30 dias

Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 41/2015) apresentada pelo senador paranaense Alvaro Dias (PSDB) quer aumentar a duração da licença-paternidade e da licença-maternidade. Atualmente, a legislação trabalhista brasileira garante apenas 5 dias de licença para os novos papais. Caso a medida seja aprovada, o tempo seria estendido para 30 dias.
Já para as mamães, a ideia é ampliar o benefício dos atuais 120 dias para 180 dias. Hoje a legislação prevê licença-maternidade de 180 dias apenas para servidoras públicas e funcionárias de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã. Segundo o autor da proposta, a ampliação da duração das licenças é uma reivindicação antiga da sociedade. “O primeiro mês é um período importante para a criança, que exige maior dedicação. O pai deve ter tempo integral para auxiliar a mãe”, explica.
Na justificativa da PEC, o senador argumenta que a medida vai ao encontro do princípio de proteção à maternidade, à gestante e à família previstos na Constituição e à proteção integral à criança previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
No exterior
Outros países já têm adotado licenças para pais e mães mais longas com bons resultados. Na Suécia, por exemplo, os casais têm direito a uma licença total de 480 dias para cuidar dos bebês. Cada cônjuge tira pelos menos 60 dias de licença e o tempo restante pode ser dividido da maneira como o casal achar melhor. Já na Alemanha, a licença-maternidade dura 60 dias e cada cônjuge pode requerer outros 12 meses com remuneração de 67% do salário.
São muitos os benefícios ganhos com a possibilidade do pai passar mais tempo com o recém-nascido. Ao envolver-se diretamente no cuidado do pequeno, os vínculos afetivos são fortalecidos e o pai pode se envolver de modo mais efetivo nas tarefas domésticas que envolvem os primeiros dias de vida do bebê. A união conjugal também tende a ser beneficiada, pois a esposa pode contar com o auxílio do companheiro por mais tempo.
No caso dos países em que o tempo de licença pode ser dividido entre os cônjuges, como na Suécia, notou-se ainda melhoria na equiparação salarial entre mulheres e homens, pois a licença – que poderia ser vista como uma desvantagem – deixou de ser uma prerrogativa feminina para ser do casal.
A PEC 41/2015 está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e espera designação de relator. Ainda não há previsão de quando a proposta poderá ser votada.
Veja o andamento da Proposta no Senado:

terça-feira, 12 de março de 2013

A trajetória histórica da saúde no Brasil.


A trajetória da saúde no Brasil é composta por várias fases até o surgimento e a efetivação da Política Nacional de Saúde. Dentre elas, podemos destacar o Sanitarismo Campanhista, o período de 1945-1960, o Modelo Médico Assistêncial Privatista, e por fim o Modelo Plural.
O Sanitarismo Campanhista foi uma campanha sanitária criada para conter surtos de epidemias graves como varíola, malária, febre amarela, chagas, etc. Osvaldo Cruz assumiu a diretoria do Departamento de Saúde Pública e iniciou ações de combate às pestes. Essas ações eram realizadas pelos militares de forma autoritária e abusiva, sem os devidos esclarecimentos à população, o que causou revolta e protestos.
Com a chegada de Carlos Chagas ao Departamento de Saúde Pública, iniciou-se a propaganda e educação sanitária e a criação de órgãos especializados no combate às doenças, assistência hospitalar, infantil e de higiene industrial.
As campanhas já atingiam também as áreas rurais. Em 1923 foi criado a Caixa de Aposentadoria e Pensão – CAPs, cuja assistência era oferecida somente a quem possuía vínculos trabalhistas. Em 1930 a CAPs foi substituída por Institutos de Aposentadorias e Pensões – IAPs, um sistema cooperativista organizado por categorias profissionais.
O período de 1945-1960, caracterizado como período pós-guerra e de implantação do Welfare-State, o governo Dutra implantou o Plano Salte, criou o Ministério da Saúde em 1953, intensificou as campanhas de vigilância sanitária e definiu os serviços básicos de saúde oferecidos à população. No ano de 1960, o governo implantou a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS) que unificou a legislação referente aos IAPs.
O período conhecido como Médico Assistencial Privatista teve início com o surgimento da assistência médica previdenciária, desencadeado com a criação do INPS em 1967 e INAMPS em 1977, que viabilizou a política dos convênios com os setores privados de assistência médica. Neste período, a assistência prestada através do INAMPS não era universal, beneficiando apenas aos indivíduos contribuintes da Previdência Social, a população não previdenciária tinha acesso muito restrito à saúde e eram atendidos apenas em serviços filantrópicos.
Em 1986 ocorreu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, a qual representa um marco histórico para a saúde, pois foi a primeira conferência aberta à sociedade e por meio dela foi implantado a SUDS. A Reforma Sanitária ganhou evidência através da conferência e trouxe mudanças inovadoras em todos os setores da saúde, contribuiu para reanimar os princípios democráticos pautados na defesa da universalização das políticas sociais, na construção de um sistema único de saúde tendo como base a intersetorialidade, integralidade, descentralização, universalização e a participação social.
Com a Constituição de 1988, institui-se o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo regulamentado em 1990 com a LOS, que definiu seu modelo operacional, sua forma de organização, seus princípios doutrinários, objetivos e atribuições.
Esse novo modelo de saúde vigente é denominado Modelo Plural, tendo como característica mais importante a universalização do atendimento e a participação da sociedade. É certo que ainda não chegamos a um modelo perfeito de atendimento, pois são muitas as lacunas existentes no sistema SUS, porém, se analisarmos os avanços e as conquistas na área da saúde nas últimas décadas, percebemos que temos muito a comemorar e a certeza que devemos continuar na luta para que os serviços prestados à população sejam realizados de forma digna, igualitária e que os atendimentos sejam oferecidos com qualidade.

Politica de Humanização

A Política de Humanização surgiu em 2003 para efetivar os princípios do SUS, no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. Esta política nasceu da necessidade de se reverter o quadro de “desumanização” e outras problemáticas encontradas na política de saúde realizada através do SUS.
A questão da humanização é importante, pois o paciente será atendido na totalidade, não apenas será tratada a patologia, mas, sim, o todo que é o ser humano, trabalhando com a rede socioassistencial por meio de uma equipe multiprofissional.
Devido a esta necessidade de mudança na política de saúde, muitos projetos de humanização vêm sendo desenvolvidos, por exemplo, na saúde da mulher, na humanização do parto e na saúde da criança com o projeto Mãe-Canguru, para os recém-nascidos de baixo peso, entre outros.
Podemos dizer que a Rede de Humanização em Saúde é uma rede de construção permanente e solidária de laços de cidadania, ressaltando a valorização do ser humano, a integração da equipe, a comunicação, e a conexão com outras políticas sociais.

Serviço Social na Saúde Pública


 O Serviço Social surgiu na América Latina, voltado para o âmbito da saúde, com a criação da Escola de Serviço Social “Dr. Alejandro Delrio”,em Santiago do Chile. O assistente social enfatizou a prática educativa com intervenção normativa no modo de vida da clientela, com relação aos hábitos de higiene e saúde, e atuou nos programas prioritários estabelecidos pelas normatizações da política de saúde. Naquele período de surgimento do Serviço Social o trabalho realizado era caritativo e assistencialista, sendo o exercício da profissão voltado aos cuidados aos doentes e aos pobres.

Com o movimento de reconceituação, este perfil começa a se reverter, os assistentes sociais passam a lutar pela ruptura com o serviço social tradicional, passando a pensar criticamente na prática profissional, possibilitando a busca de um novo olhar para os problemas sociais e econômicos, favorecendo o processo de revisão crítica do Serviço Social.
Com isso a prática profissional do assistente social foi se consolidando e ganhando espaço nos diferentes seguimentos das políticas sociais. Com a consolidação do SUS, a saúde passou a ser um dos maiores campos de atuação dos assistentes sociais, pois a saúde passa a ser compreendida como um completo estado de bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças e invalidez.
A prática profissional vem se tornando necessária para a promoção à saúde; sua intervenção vem se ampliando, de forma que possa fazer uma conexão com os usuários, trabalhando na garantia dos seus direitos, seja em nível de promoção, proteção e ou recuperação da saúde.
Para uma atuação competente e crítica do Serviço Social na área da saúde, o profissional deve estar articulado e sintonizado ao movimento dos trabalhadores e de usuários que lutam pela real efetivação do SUS; facilitar o acesso de todo e qualquer usuário aos serviços de saúde da Instituição, bem como de forma compromissada e criativa não submeter à operacionalização de seu trabalho aos rearranjos propostos pelos governos que descaracterizam a proposta original do SUS de direito, entre outros.
Deste modo, a política da Saúde e o Serviço Social devem ofertar a promoção à saúde, garantindo os preceitos democráticos, relacionados ao acesso universal e igualitário como dever do estado, permitindo assim, que o assistente social possa intervir e garantir o cumprimento dos direitos assegurados por lei ao usuário.

domingo, 14 de outubro de 2012

Outubro Rosa: prevenção ao câncer de mama!

O movimento popular Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

O objetivo do movimento é chamar atenção para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.
Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), ele é o tipo de câncer que mais atinge as mulheres em todo o mundo e as estimativas indicam que 52.680 novos casos surgião até o fim do ano.

"A melhor maneira de prevenir o câncer é realizar o exame clínico das mamas", alerta o ginecologista e obstetra Alberto Jorge de Sousa Guimarães, defensor do parto humanizado.


“A princípio o exame das mamas é realizado pela própria mulher, apalpando os seios, que ajuda no conhecimento do próprio corpo; entretanto, esse autoexame não substitui o exame clínico das mamas realizado por um profissional de saúde treinado. Caso a mulher observe alguma alteração, deve procurar imediatamente o serviço de saúde. Mesmo que não encontre nenhuma alteração no autoexame, as mamas devem ser examinadas uma vez por ano por um profissional de saúde”, explica o médico.

Dr. Alberto dá algumas dicas para auxiliar na mulher na prevenção e exame da doença. Alerta porém, que nenhuma informação dispensa a confirmação, orientação e o tratamento de um médico especialista.



Diagnóstico de câncer de mama

Toda mulher com 40 anos ou mais de idade deve procurar anualmente um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas. Além disso, toda mulher entre 50 e 69 anos deve fazer uma mamografia, pelo menos, a cada dois anos. Independentemente disso, é importante sentir o próprio corpo e procurar um médico, caso apareça algum sintoma. “Se for possível e a mulher tiver algum fator de risco da doença, é importante fazer o exame antes de completar 40 anos”.

Exame clínico

É realizado por médico para essa atividade. Nesse exame, poderão ser identificadas alterações nas mesmas. Se for necessário, será indicado um exame mais específico, como a mamografia.

Mamografia

Exame muito simples e eficaz, queconsiste em um raio-X da mama e permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno

Sintomas de câncer de mama

Mais fácil de ser percebido pela mulher é um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. A pele da mama pode ficar parecida com uma casca de laranja. Também podem aparecer pequenos caroços embaixo do braço. Deve-se lembrar que nem todo caroço é um câncer de mama e, por isso, é importante consultar um profissional de saúde.

Prevenção

Ter uma alimentação saudável e equilibrada (com frutas, legumes e verduras), praticar atividades físicas (qualquer atividade que movimente seu corpo) e não fumar. Essas são algumas dicas que podem ajudar na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.


Fonte: http://www.farolcomunitario.com.br/saude_000_0515-medico-alerta-sobre-prevencao-do-cancer-de-mama.php

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O que faz um Assistente social? Qual a diferença entre serviço social, assistente social, assistência social e assistencialismo?

Você já ouviu falar sobre assistentes sociais? Quem são e o que fazem? Onde trabalham? Que podem ser importantes fontes de informação para a imprensa?

 Com 120 mil profissionais em todo o território nacional, o Brasil é o segundo país do mundo com maior quantitativo de assistentes sociais, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O serviço social está em ampla expansão e é uma profissão cada vez mais requisitada, seja no setor público ou no setor privado, no atendimento à população ou na formulação e execução de políticas públicas que possibilitam o acesso aos direitos. Assistentes sociais possuem uma formação crítica, capacitada para analisar e intervir nos graves problemas sociais do Brasil.

Quem são? 

São profissionais que cursaram uma faculdade de Serviço Social (reconhecida pelo Ministério da Educação) e possuem registro no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado em que trabalham. A profissão é regida pela Lei Federal 8.662/1993, que estabelece suas competências e atribuições.

O que fazem? 

Analisam, elaboram, coordenam e executam planos, programas e projetos para viabilizar os direitos da população e seu acesso às políticas sociais, como a saúde, a educação, a previdência social, a habitação, a assistência social e a cultura. Analisam as condições de vida da população e orientam as pessoas ou grupos sobre como ter informações, acessar direitos e serviços para atender às suas necessidades sociais. Assistentes sociais elaboram também laudos, pareceres e estudos sociais e realizam avaliações, analisando documentos e estudos técnicos e coletando dados e pesquisas. Além disso, trabalham no planejamento, organização e administração dos programas e benefícios sociais fornecidos pelo governo, bem como na assessoria de órgãos públicos, privados, organizações não governamentais (ONG) e movimentos sociais. Assistentes sociais podem ainda trabalhar como docentes nas faculdades e universidades que oferecem o curso de Serviço Social. As competências e atribuições privativas dessa categoria profissional estão previstas nos artigos 4º e 5º da Lei 8.662/1993.

Onde trabalham? 

Em instituições públicas e privadas. Você pode encontrar assistentes sociais trabalhando em ministérios, autarquias, prefeituras, governos estaduais, em empresas privadas, hospitais, escolas, creches, unidades de saúde, centros de convivência, movimentos sociais em defesa dos direitos da mulher, da classe trabalhadora, da pessoa idosa, de crianças e adolescentes, de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), negros e negras, de indígenas, em organizações não governamentais, em universidades públicas e privadas e em institutos técnicos.

Trabalham em equipe?

Assistentes sociais podem trabalhar junto a outras categorias: profissionais da psicologia, da educação, da enfermagem, do direito, dentre outras. Cabe destacar que, durante o atendimento individual, assistentes sociais devem garantir sigilo à pessoa que é atendida.

Trabalham somente com pessoas em situação de pobreza? 

Não. Entretanto, como o Brasil é um país com alto índice de desigualdade social, assistentes sociais no país, em sua maior parte, têm seu trabalho voltado para a população em situação de pobreza ou com ausência de renda. Trabalham também com pessoas que têm seus direitos violados ou que estão em situação de vulnerabilidade social.

Quais são as principais entidades representativas do Serviço Social brasileiro? 

As principais entidades do serviço social brasileiro são: o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO). Cabe ao CFESS, na qualidade de autarquia pública normativa de grau superior, a atribuição de orientar, disciplinar, normatizar, fiscalizar e defender o exercício da profissão, em conjunto com os CRESS. Estes, por sua vez, são órgãos executivos de primeira instância e possuem a competência de orientar a categoria, fiscalizar, disciplinar e defender o exercício profissional, com objetivo principal de garantir a qualidade dos serviços prestados, de modo a preservar os direitos da população atendida e assegurar as competências e atribuições profissionais. Os Conselhos Regionais e suas Seccionais atuam em todos os estados brasileiros, em conjunto com o CFESS.

Qual a diferença entre serviço social, assistente social, assistência social e assistencialismo?

Serviço social: é a profissão de nível superior regulamentada pela Lei 8.662/1993.

Assistente social: profissional com graduação em Serviço Social (em curso reconhecido pelo MEC) e registro no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado em que trabalha.

Assistência social: política pública prevista na Constituição Federal e direito de cidadãos e cidadãs, assim como a saúde, a educação, a previdência social etc. É regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), constituindo-se como uma das áreas de trabalho de assistentes sociais.

Assistencialismo: forma de oferta de um serviço por meio de uma doação, favor, boa vontade ou interesse de alguém e não como um direito.

Qual é o perfil da categoria de assistentes sociais?

De acordo com a pesquisa “Assistentes Sociais no Brasil”, realizada em 2005 pelo CFESS, a profissão é composta majoritariamente por mulheres (pouco mais de 90%). O estudo confirma a tendência de inserção do serviço social em instituições de natureza pública, com quase 80% da categoria ativa trabalhando nessa esfera. A saúde, a assistência social e a previdência social são as áreas que mais empregam profissionais. De acordo com dados do Salariômetro, do Governo de São Paulo, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a média salarial da categoria é de R$2.000,00, embora existam projetos de lei na Câmara dos Deputados reividicando um piso em torno de R$4.000,00. A jornada semanal de trabalho da assistente social deve ser de, no máximo, 30 horas, de acordo com a Lei 8.662/1993.

Assistentes sociais: fontes de informação

 Por ser tratar de profissionais que estudam a realidade social brasileira e trabalham, em sua maioria, diretamente com a população, assistentes sociais podem ser importantes fontes de informação, inclusive para a imprensa. Em situações de violação de direitos humanos, retratadas diariamente pela mídia, é comum encontrarmos análises de profissionais do direito, da psicologia e de outras categorias. Entretanto, o olhar para a questão social nem sempre é levado em conta. Assistente sociais, em seu trabalho cotidiano, ficam face a face com os problemas sociais. Por isso, podem analisar situações noticiadas pela imprensa diariamente.

Quer saber mais sobre assistentes sociais? Entre em contato com o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) de seu estado ou visite o site do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS)


SERVIÇO SOCIAL


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Saiba de onde vem e como deve ser gasto o dinheiro do município

Cidadão paga impostos e taxas obrigatórios do nascimento à morte. Cabe à população fiscalizar se o dinheiro está sendo bem investido.



Do G1 MS com informações da TV Morena


O dinheiro que uma cidade tem vem dos impostos e taxas obrigatórios que o cidadão paga. Esses valores devem ser usados em melhorias e benefícios para a comunidade. Existe um preço para nascer, estudar, comer, trabalhar e até para morrer. Em alguns casos, há a cobrança até após a morte.

“Aquele que em vida ocupou um cargo público e foi condenado em um processo a devolver dinheiro para reparar o erário  [cofres públicos]. Mesmo que ele tenha morrido, os herdeiros vão receber essa conta. A responsabilidade na gestão pública passa por herança”, explica o advogado Alexandre Bastos.
De onde vem o dinheiro do município
Para a prefeitura, quem for prestador de serviços paga o Imposto Sobre Serviços (ISS). Quem compra um imóvel, o Imposto sobre Transferência de Bens (ITBI). Aqueles que já têm a casa, pagam o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Além desse dinheiro, a cidade recebe ainda parte de outros impostos: o estado repassa 25% do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS) e 50% do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
O governo repassa às cidades o Fundo de Participação dos Municípios, que é parte da arrecadação do Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Como deve ser gasto
Existe uma lógica que dita como o dinheiro deve ser gasto. É obrigatório que 25% do orçamento da prefeitura vá para a educação e 15% para a saúde. Os outros 60% são usados para os salários de servidores, encargos e outros.
Cabe ao cidadão fiscalizar se isso está acontecendo corretamente, porque o gestor que descumpre as regras é penalizado. Para que isso seja possível, existem leis que garantem o acesso às informações de como os valores estão sendo usados, como a da Transparência, que obriga os poderes públicos a terem sites onde é possível ver balanços e prestações de contas.

Tem muito mais! veja abaixo:

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