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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

NOVEMBRO AZUL: Câncer de próstata: A gente precisa tocar nesse assunto!


O câncer de próstata é o câncer mais frequente no sexo masculino.

Estimam-se 61.200 casos novos de câncer de próstata para o Brasil em 2016. Esses valores correspondem a um risco estimado de 61,82 casos novos a cada 100 mil homens.

"Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada. Por isso, é importante o exame regular através do toque retal e do PSA periodicamente", afirma Carlos Corradi Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

A SBU recomenda que homens a partir de 50 anos procurem seu urologista para discutir a prática e a realização da avaliação. Aqueles com maior risco da doença (história familiar, raça negra) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos. Os exames consistem na dosagem sérica do PSA e no exame digital retal, com periodicidade anual.

Esta prática está relacionada à diminuição de cerca de 21% na mortalidade pela doença em estudos de grande porte e longo seguimento.


Dúvidas frequentes

- Quais são os exames para detectar a doença?
A recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é que homens a partir de 50 anos procurem seu urologista para discutir a prática e a realização da avaliação. Aqueles com maior risco da doença (história familiar, raça negra) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos. Os exames consistem na dosagem sérica do PSA e no exame digital retal, complementares para o diagnóstico, com periodicidade anual.
- Por que não posso só fazer o exame de sangue?
Porque cerca de 10 a 20% dos casos não são detectados pela dosagem de PSA no sangue. O exame de toque e o PSA são complementares.
- Quais são os fatores de risco para o câncer de próstata?
Idade (cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos)
Histórico familiar
Raça (maior incidência entre os negros)
Alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, verduras, legumes e grãos
Sedentarismo
Obesidade

- É possível prevenir?
Evitar a doença, não. Mas é possível diagnosticá-la precocemente, quando as chances de cura são de cerca de 90%.
- Quais são os sintomas?
Na fase inicial, quando as chances de cura são maiores, não há qualquer sintoma. Por isso a importância dos exames. Na fase avançada, quando a cura é mais difícil, o paciente pode sentir: vontade de urinar com urgência, dificuldade para urinar e levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro, dor óssea, queda do estado geral, insuficiência renal, dores fortes.
- Quais são as opções de tratamento?
De acordo com a fase do tumor e as características do paciente, o médico poderá definir quais as melhores formas de tratamento. Nos estágios iniciais da doença (tumores localizados e localmente avançados) a prostatectomia radical é o tratamento padrão. Consiste em uma cirurgia para retirada da próstata e apresenta altos índices de cura.

No intuito de conscientizar a população masculina sobre a doença e visando a diminuir a taxa de mortalidade que ainda é alta, acontece mundialmente o movimento Novembro Azul, iniciativa que já faz parte do calendário nacional das campanhas de prevenção no Brasil. O objetivo é combater a doença e, principalmente, motivar a população masculina a fazer exames preventivos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

As principais correntes filosóficas e suas influências no Serviço Social: NEOTOMISMO

Não podemos afirmar que existe uma filosofia do Serviço Social, porém esta profissão foi fortemente influenciada por algumas correntes filosóficas que embasaram e embasam sua teoria e sua prática nos diferentes momentos históricos. Neste texto, vamos falar de algumas dessas correntes: o neotomismo, o positivismo, a fenomenologia e o materialismo histórico dialético, que estão presentes nos diferentes momentos da história do Serviço Social e suas influências na formação e na prática dos Assistentes Sociais.

O positivismo, a fenomenologia e o marxismo são as principais correntes teóricas do pensamento contemporâneo, que, juntamente ao neotomismo, servem como nosso guia, pois nos baseamos nos conceitos das mesmas em nossas intervenções e em nossas pesquisas.

A INFLUÊNCIA DO NEOTOMISMO NO SERVIÇO SOCIAL

A presença do neotomismo no Serviço Social marca profundamente a profissão desde a fundação da primeira escola de Serviço Social no Brasil. O Serviço Social, ao surgir atrelado ao projeto da reforma social da Igreja, a serviço de sua ideologia, carrega, além de sua prática, o seu ponto de vista teórico. Toda a visão de homem e de sociedade adotada na profissão se dará a partir da visão católica, tendo como sustentação filosófica o neotomismo.

Toda a visão de homem e de sociedade adotada na profissão se dará a partir da visão católica, tendo como sustentação filosófica o neotomismo.

A formação cristã do profissional em Serviço Social foi objeto de estudo de alguns encontros de Assistentes Sociais. Segundo Aguiar (1982), até 1967, quando é realizado o Seminário de Araxá, houve 14 convenções da Associação Brasileira de Ensino de Serviço Social (ABESS), atual Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), onde o pano de fundo era a doutrina católica. Os encontros da ABESS comumente iniciavam-se com a celebração de uma missa e, por vezes, eram precedidos de um dia de recolhimento, aos moldes dos retiros espirituais promovidos pela Igreja a seus fiéis, tal era estreita a relação da profissão com a prática cristã católica. Na IV Convenção da ABESS, que ocorreu em São Paulo em 1954, o tema foi A formação cristã para o Serviço Social e a Metodologia de Ensino de Serviço Social de Grupo e Organização de Comunidade. Em 1959, em convenção realizada em Porto Alegre para discussão do currículo dos cursos de Serviço Social, foram reafirmadas como importantes para a formação integral do Assistente Social as disciplinas de Religião e Doutrina Social da Igreja. No discurso de encerramento deste evento foi salientada a missão dos Assistentes Sociais do seguinte modo: o cristianismo humanizante para a conquista da paz. E a exemplo de Maria, os assistentes sociais têm a tarefa de Anunciar a Redenção. (AGUIAR, 1982, p. 38). Em 1960, um novo encontro realizado em Fortaleza teve como tema Formação da Personalidade do Assistente Social em todos os Aspectos e os aspectos analisados foram: a formação psicológica, moral e espiritual.  

No que se refere ao aspecto espiritual, enfatizou-se que o Assistente Social deve buscar a perfeição e que esta busca da perfeição seja iluminada pelo espírito comunitário e pela doutrina do Corpo Místico de Cristo.

Fica evidente, portanto, a importância dos ideais cristãos na formação dos primeiros Assistentes Sociais e a forte presença da postura humanista com base na doutrina social da Igreja e no neotomismo.

Os princípios de dignidade da pessoa humana, do bem comum, explicitados por Santo Tomás de Aquino, predominaram no Serviço Social brasileiro até a década de 1960, e podemos afirmar que ela continua presente ainda hoje, através da ação de vários profissionais.

O QUE É O NEOTOMISMO?

O neotomismo é uma corrente filosófica surgida no século XIX com o objetivo de reviver a filosofia de Santo Tomás de Aquino, do século XIII, o tomismo, a fim de atender aos problemas contemporâneos. A condição de exploração e miséria em que vivem os operários na Europa do final do século XIX, decorrentes da industrialização e do desenvolvimento do capitalismo, leva a Igreja a se posicionar, pois este momento era visto por esta como de crise e decadência da moral e dos costumes cristãos. A Igreja vê, então, no ressurgimento das ideias de Tomás de Aquino o caminho para o enfrentamento desta realidade.

O QUE É O TOMISMO?

Se o neotomismo, que é a corrente que influencia o Serviço Social, é uma retomada do tomismo, então é preciso entender o que é o tomismo.

O Tomismo é a doutrina filosófica cristã elaborada pelo dominicano Tomás de Aquino, estudioso do filósofo grego Aristóteles. Tomás de Aquino dedicou-se ao esclarecimento das relações entre a verdade revelada e a filosofia, isto é, entre a fé e a razão. Segundo sua interpretação, tais conceitos não se chocam nem se confundem, mas são distintos e harmônicos.

Segundo Aguiar (1982), Santo Tomás parte da reflexão feita por Aristóteles e a reinterpreta à Tomás de Aquino dedicou-se ao esclarecimento das relações entre a verdade revelada e a filosofia, isto é, entre a fé e a razão, luz do cenário filosófico de sua época, marcado por questões como: as relações entre Deus e o mundo, fé e ciência, teologia e filosofia, conhecimento e realidade.

Para Santo Tomás, a primeira realidade a ser explicada deve ser Deus, que é a fonte de todos os seres. Após analisar a existência de Deus, analisa o homem, a pessoa humana, entendendo que a pessoa humana é composta de duas substâncias incompletas: alma e corpo. É da transformação destas duas substâncias em uma substância única que resulta o ser humano, distinto de qualquer outro ser. Este ser dotado de razão é capaz de escolha, de saber, de vontade.

Por ser inteligente, afirma Santo Tomás, a pessoa significa o que há de mais perfeito em todo o universo. (AGUIAR, 1982, p. 42). Esta perfeição se apresenta no aspecto físico e espiritual. Para Santo Tomás, o corpo humano é o mais perfeito, o mais funcional e o mais complexo e a pessoa humana tem também uma perfeição espiritual que se manifesta através da racionalidade. Esta racionalidade produz o princípio da consciência em si e da liberdade, que o distingue dos outros seres.

Portanto, a liberdade e a capacidade de escolha é também manifestação da inteligência do homem. Mas o homem é também dotado de vontade, o que lhe permite a escolha dos caminhos a percorrer na busca da virtude, do bem e no alcance do fim último, que é Deus.

O homem é, também, um ser social em decorrência da própria natureza humana. Como Aristóteles, Santo Tomás afirma que o homem é naturalmente um animal social e para desenvolver-se necessita viver em sociedade.

Para Santo Tomás a sociedade é a união dos homens com o propósito de efetuar algo comum (COOK apud AGUIAR, 1982, p. 43). toda forma de governo, desde que garanta os direitos da pessoa e o bem-estar da comunidade é boa e o Estado deve respeitar a Igreja, assim não existe conflito entre fé e razão. Toda forma de autoridade deriva de Deus, respeitá-la é respeitar a Deus. (SCIACCA apud AGUIAR, 1982, p. 43). Esta visão com relação à autoridade e ao Estado, reafirmada posteriormente no neotomismo, explica a posição inicial do Serviço Social brasileiro de não questionamento da ordem vigente, buscando sempre reformar a sociedade.

Quem foi Tomás de Aquino


Tomás de Aquino viveu de 1225 a 1274 e teve uma vida dedicada aos estudos, inicialmente sob a orientação de monges beneditinos e, posteriormente, em Paris sob a orientação de Alberto Magno. Era um estudioso metódico, que se empenhou em ordenar o saber teológico e moral acumulado na Idade Média, produzindo uma extensa obra com mais de sessenta títulos. Nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal dos condes de Aquino. Era unido pelos laços de sangue à família imperial e às famílias reais da França, da Sicília e de Aragão. Recebeu a primeira educação no grande mosteiro de Montecassino, passando a mocidade em Nápoles. Depois de ter estudado artes liberais, entrou na ordem dominicana, renunciando a tudo, menos à ciência. Dedicou-se ao estudo da teologia, tendo como mestre Alberto Magno, primeiro na universidade de Paris (1245-1248) e depois em Colônia. Em 1252, voltou à Universidade de Paris, onde ensinou até 1269. Em 1272, voltou a Nápoles, onde lecionou teologia. Dois anos depois, em 1274, viajando para tomar parte no Concílio de Lião 2, por ordem de Gregório X, faleceu no mosteiro de Fossanova, entre Nápoles e Roma, com apenas 49 anos de idade.


O Neotomismo e o Serviço Social

A repercussão do neotomismo na teoria e na prática profissional dos Assistentes Sociais pode ser percebida até hoje. A idealização de um projeto societário que contemple as duas dimensões do homem: o corpo e a alma, e a visão da sociedade como a instância na qual o homem pode completar-se e realizar-se como pessoa humana leva os Assistentes Socais a recusa, como sugeria a Igreja Católica, do comunismo e do liberalismo.

O comunismo é interpretado, pelos primeiros Assistentes Sociais como uma teoria social refutável porque postula um projeto societário erigido por uma compreensão materialista do homem e era tido como uma doutrina totalitária com princípios dissonantes com o conceito de pessoa humana.

O liberalismo, por sua vez, também era incompatibilidade com a natureza humana, pois era tido como uma doutrina individualista.

Nesse contexto, o trabalho dos primeiros assistentes sociais dirigia-se, sobretudo, à classe trabalhadora, porém na perspectiva da conciliação das classes sociais. A visão de homem do Serviço Social era a pessoa humana, portadora de valor soberano, criado por Deus, único ser no universo capaz de se aproximar da perfeição.

O objetivo do Serviço Social era moldar este homem, integrá-lo à sociedade, aos valores, a moral e aos costumes de uma sociedade cristã, a fim de que ele alcançasse a perfectibilidade. Somente na década de 1960 estas ideias vêm a ser questionadas, porém ainda hoje pode ser observada a presença de princípios cristãos no discurso de profissionais e alunos de Serviço Social.


Texto adaptado de: Fundamentos Filosóficos para o Serviço Social. Sônia Maria de Almeida Figueira

domingo, 18 de setembro de 2016

Isenção de Imposto de Renda para Portadores de doenças graves


Condições para usufruir da isenção

As pessoas portadoras de doenças graves são isentas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) desde que se enquadrem cumulativamente nas seguintes situações (Lei nº 7.713/88):

1) Os rendimentos sejam relativos a aposentadoria, pensão ou reforma; e

2) Possuam alguma das seguintes doenças:

a) AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
b) Alienação Mental
c) Cardiopatia Grave
d) Cegueira
e) Contaminação por Radiação
f) Doença de Paget em estados avançados (Osteíte Deformante)
g) Doença de Parkinson
h) Esclerose Múltipla
i) Espondiloartrose Anquilosante
j) Fibrose Cística (Mucoviscidose)
k) Hanseníase
l) Nefropatia Grave
m) Hepatopatia Grave
n) Neoplasia Maligna
o) Paralisia Irreversível e Incapacitante
p) Tuberculose Ativa

FiguraSeta Atenção!

A complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência complementar, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL) e os valores recebidos a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, ou ainda por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais recebidos por portadores de moléstia grave são considerados rendimentos isentos.
Também são isentos os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional.

Situações que não geram isenção

I - Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade autônoma, isto é, se o contribuinte for portador de uma moléstia, mas ainda não se aposentou;
II - Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade autônoma, recebidos concomitantemente com os de aposentadoria, reforma ou pensão;
III - Os valores recebidos a título de resgate de entidade de previdência complementar, Fapi ou PGBL, que só poderá ocorrer enquanto não cumpridas as condições contratuais para o recebimento do benefício, por não configurar complemento de aposentadoria, estão sujeitos à incidência do IRPF, ainda que efetuado por portador de moléstia grave.

Procedimentos para usufruir da isenção

Caso se enquadre na situação de isenção, o contribuinte deverá procurar o serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para que seja emitido laudo pericial comprovando a moléstia.
Se possível, o serviço médico deverá indicar a data em que a enfermidade foi contraída. Caso contrário, será considerada a data da emissão do laudo como a data em que a doença foi contraída.
O serviço médico deverá indicar se a doença é passível de controle e, em caso afirmativo, o prazo de validade do laudo.
O laudo deve ser emitido, preferencialmente, pelo serviço médico oficial da fonte pagadora, pois, assim, o imposto já deixará de ser retido em fonte. Se não for possível, o contribuinte deverá entregá-lo no órgão que realiza o pagamento do benefício (INSS) e verificar o cumprimento das demais condições para o gozo da isenção.

Para imprimir o Laudo Pericial, clique aqui: Laudo Pericial

Fonte:

http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/isencao-do-irpf-para-portadores-de-molestia-grave

domingo, 21 de agosto de 2016

REFLEXÕES SOBRE O SERVIÇO SOCIAL






Por Maria Lúcia Martinelli


É muito importante que possamos construir identidades pela positividade. Identidades pedem reconhecimento, reciprocidade, são construções coletivas. Não há como construir identidades de modo solitário e ninguém constrói identidade no espelho, pois ela é construída no cenário público, na vida cotidiana, juntamente com os movimentos sociais, com as pessoas com as quais trabalhamos.
Creio que um primeiro movimento que o trabalho com a identidade me ensinou, foi exatamente o de recuperar a centralidade do humano, de reconhecer os sujeitos sociais com os quais atuamos como legítimos construtores da prática social. Nós não construímos sós a nossa prática profissional, o fazemos de modo inclusivo com todas estas pessoas, sejam elas crianças, adultos, anciãos, o morador de rua, pois não há ser humano sem história, assim como não há identidade sem escuta.
 É fundamental que reconheçamos a importância de nossa profissão ao abrir espaços de escuta para estes sujeitos que, muitas vezes, nem, sequer são alcançados por outras profissões. Com frequência somos nós, assistentes sociais, os interlocutores deste segmento que praticamente já não mais interessa a quase ninguém. Homens de rua não votam, imigrantes estão sem trabalho, anciãos não são produtivos sob o ponto de vista do mercado, enfim este é o segmento pensado por muitos como uma população sobrante, sem inserção no mercado de trabalho.
Em uma sociedade, como a nossa, que se organiza por esta lógica de mercado, as pessoas são importantes enquanto são produtivas e quando não produzem, é como se já não fossem nem sequer seres humanos. É impressionante constatarmos como o econômico invade as relações sociais e como certas práticas retiram cidadania dos sujeitos, fragilizando a sua já frágil condição humana. Não dialogam com os sujeitos em sua plenitude, desconsideram a sua consciência política, reduzindo o campo de intervenção do Serviço Social ao mero atendimento pontual da solicitação das pessoas. Nosso ato profissional é muito mais pleno do que o atendimento imediato da solicitação. É muito maior do que isso. Certamente, vamos prestar o atendimento, mas tendo até mesmo a coragem em alguns momentos de recolher aquele gesto espontâneo da resposta imediata.
A nobreza de nosso ato profissional está em acolher aquela pessoa por inteiro, em conhecer a sua história, em saber como chegou a esta situação e como é possível construir com ela formas de superação deste quadro. Se reduzirmos a nossa prática a uma resposta urgente a uma questão premente, retiramos dela toda sua grandeza, pois deixamos de considerar, neste sujeito, a sua dignidade humana.


Em um belo texto, intitulado “O narrador”, o filósofo Walter Benjamim (1994, p. 220 - 221), refletindo sobre o alcance das práticas humano-sociais, nos diz que é preciso construir práticas que nos permitam unir “a mão e o gesto, a voz e a palavra”, ou seja, que tenham inteireza, que se façam a partir da centralidade do humano.
É assim que temos de pensar em nossa profissão: uma profissão que através de sua intervenção na realidade, de sua interlocução com os movimentos sociais, com os setores organizados da sociedade civil, participa da reconstrução do próprio tecido social.
A partir das práticas que realizamos, dos processos políticos dos quais somos protagonistas como profissionais e como cidadãos, participamos sim da construção de uma nova sociedade.
Que tenhamos, portanto, a firmeza de declarar “muito prazer, sou um assistente social”.

Palestra promovida pelo Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR, em 10/11/2005. Transcrição de Jussara Ayres Bourguignon, em março de 2006.
Disponível em:
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/69/67



sábado, 6 de agosto de 2016

Dicas concurso IFMS/2016

Concurso IFMS 2016
Aos assistentes sociais que estão na luta por uma vaga no concurso do IFMS, analisei o Edital e fiz um compilado de material que abrange todo o conteúdo de conhecimento específico.

É necessário dar uma maior ênfase nos estudos nesta parte do edital, tendo em vista que possui peso 3 e terá maior número de questões na prova. Estudem o material e resolvam o máximo de questões para fixação do conteúdo.

Bons estudos!




CONHECIMENTO ESPECÍFICO
O estado e a política social no Brasil contemporâneo. Cidadania, direitos e garantias fundamentais no Brasil pós-1988. Definições e objetivos da Assistência Social. Serviços, benefícios e programas da Assistência Social. Os direitos das crianças e adolescentes. Os direitos das mulheres. Os direitos das pessoas portadoras de deficiência. Os direitos dos idosos. Definições e objetivos da educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Estratégias de planejamento, monitoramento e avaliação de políticas, programas e projetos sociais. Ciclos de projetos e políticas públicas. Definições e usos de indicadores sociais. Métodos e técnicas de pesquisa social. Formulação de problemas e hipóteses. Tipos de amostragem. Elaboração de questionários e realização de entrevistas. Elaboração de relatórios de atividades. Desafios ético-políticos e demandas à profissão de assistente social. Orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias. Mobilização social e práticas educativas. Código de Ética Profissional do assistente social. Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS. Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Para atender o conteúdo programático do Edital de concurso do IFMS para o cargo de assistente social sugerimos o estudo dos seguintes materiais:


sábado, 4 de junho de 2016

Serviço Social, assistência social, assistente social: você sabe a diferença?

Imagem do folder sobre o assistente social e a profissão
Imagem da capa de um dos documentos produzidos pelo CFESS para divulgação da profissão (arte: Rafael Werkema/CFESS) 

Neste ano em que o Serviço Social brasileiro completa 80 anos de existência, é sempre importante relembrar conceitos que frequentemente causam confusão na imprensa, na sociedade e também em algumas faculdades de Serviço Social. Dentre eles, o próprio Serviço Social, o/a assistente social, a assistência social.

O/A assistente social é o/a profissional com graduação em Serviço Social (em curso reconhecido pelo MEC) e registro no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) do estado em que trabalha. Este/a profissional pode atuar em diversos espaços, nos processos de elaboração, formulação, execução e avaliação de políticas sociais, principalmente em órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Presta orientação a indivíduos, grupos e famílias e realiza estudos sociais com vistas ao acesso a bens e serviços públicos. Planeja, organiza e administra benefícios sociais, assessora órgãos, empresas e movimentos sociais. Atua na docência e realiza pesquisas e investigações científicas.Elabora pareceres sociais, laudos, projetos e relatórios. Sua intervenção inclui ainda a gestão e direção em organismos públicos e privados.

Já o Serviço social é a profissão de nível superior regulamentada pela Lei 8.662/1993. O termo Serviço Social refere-se também ao curso de graduação que o/a estudante universitário/a faz para se tornar um/a assistente social no futuro. Depois de concluir o curso, o recém-formado precisa se registrar no CRESS do estado em que irá atuar. O registro no Conselho Regional é obrigatório para exercer a profissão de assistente social.

Por outro lado, a assistência social é uma política pública prevista na Constituição Federal de 1988 e também  direito de cidadãos e cidadãs, assim como a saúde, a educação, a previdência social etc. Esta política é regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), constituindo-se como uma das áreas de trabalho de assistentes sociais.

Um outro conceito erroneamente associado ao trabalho de assistentes sociais é assistencialismo. Este se refere à forma de oferta de um serviço por meio de uma doação, favor, boa vontade ou interesse de alguém e não como um direito.

A coordenadora da Comissão de Comunicação do CFESS, Daniela Neves, ressalta que é essencial, para profissionais, estudantes, imprensa, saber diferenciar esses termos. “O CFESS já lançou materiais de divulgação, com informações que explicam os principais conceitos sobre a profissão. É fundamental conhece-los”, enfatiza.



Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tecendo na luta a manhã desejada - 2014/2017
Comissão de Comunicação
Diogo Adjuto - JP/DF 7823
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br

sábado, 28 de maio de 2016

Grandes pensadores das Ciências Sociais: ÉMILE DURKHEIM

  Emile Durkheim

David Emile Durkheim, sociólogo francês, nasceu em Epinol a 15 de Abril de 1858. Estudou na Ecole Normale Supérieure de Paris, tendo-se doutorado em Filosofia. Em 1885 foi estudar na Alemanha, sendo muito influenciado pelas idéias do psicólogo Wilhelm Wundt.Ocupou a primeira cátedra de sociologia criada na França, na universidade de Bordéus, em 1887. Aí permaneceu até 1920, quando foi convidado a lecionar sociologia e pedagogia na Sorbonne.
É considerado o fundador da sociologia como ciência independente. Foi um dos primeiros a estudar mais profundamente o suicídio, o qual, segundo ele, é praticado na maioria das vezes em virtude da desilusão do indivíduo com relação ao seu meio social. Durkheim se interessou particularmente pelo suicídio porque preocupava-se com a solidariedade social, mas seu real motivo era ajudar a alçar a sociologia como disciplina científica, querendo mostrar os fatos sociais.
FATOS SOCIAIS
Denominação usada para dar nome aos padrões sociais. Esses fatos sociais tem duas características básicas que permitirão sua identificação na realidade. São exteriores e coercitivos. Exteriores, porque consistem em idéias, normas ou regras de conduta que não são criadas isoladamente pelos indivíduos, mas foram criadas pela coletividade que já existem fora de nós quando nascemos. Coercitivos, porque essas idéias, normas e regras devem ser seguidas pelos membros da sociedade. Se isso não acontece e alguém desobedece será punido de alguma maneira pelo restante do grupo. No seu estudo chegou a conclusão de que a causa do suicídio na época era “baixa solidariedade social”, ou seja, o baixo grau em que uma sociedade é integrada, unida a sociedade na época de Durkheim era atualmente individualista que é contrário a idéia que tem de solidariedade social. Enato o suicídio torna-se uma opção realista para todos. Para Durkheim o ser coletivo possui uma natureza Sui Generis e a consciência coletiva é distinta da consciência individual.

Características do fato social:

Como se reconhece um fato social?
Pelo poder de coerção que exerce ou que pode exercer sobre os indivíduos, identificado pelas sansões ou resistências a alguma atitude individual contrária.
O fato social existe independente dos indivíduos e tem objetividade e generalidade.
O fato social é externo às consciências individuais.
É social toda maneira de agir, freqüente ou não, fruto de uma coerção exterior. 
É social tudo o que é geral no espaço de uma sociedade, apresentando existência própria, independente das manifestações individuais.
O fato social independe da nossa consciência e da nossa vontade individualmente mas é fruto do homem coletivo, ou seja, é produto de representações coletivas e de crenças, comuns a um determinado grupo em um determinado momento.

Durkheim não aceita a idéia de que diz ser o social formado de processos psíquicos. Durkheim afirma que o social não pertence a nenhum indivíduo mas ao grupo que sofre pressões e sansões sendo obrigado a aceitá-lo. O Social é modelado pela Consciência Coletiva, que é uma realidade social resultante do contato social. Essa consciência difere da consciência individual, pertencendo a todos enquanto integrados e a nenhum em particular.
O sistema sociológico de Durkheim baseia-se em quatro princípios.
  1. A sociologia é uma ciência independente das demais ciências sociais e da filosofia.
  2. A realidade social é formada pelos fenômenos coletivos, considerados como “coisas”.
  3. A causa de cada fato social deve ser procurada entre os fenômenos sociais que outro percebe. Para explicar um fenômeno social, deve-se procurar sua causa.
  4. Todos os fatos sociais são exteriores aos indivíduos, formando uma realidade especial. Como o próprio Durkheim dizia, “O homem é um animal que só se humaniza pela socialização”.


DURKHEIM E SUA VISÃO DE SOCIEDADE CAPITALISTA
Durkheim tem uma visão otimista, acreditando que, com o progresso desencadeado com o capitalismo, ocorreria um aumento generalizado na divisão do trabalho social e, consequentemente, da solidariedade orgânica, fazendo com que a sociedade chegasse a um estágio sem conflitos. Ele dizia: “A sociedade é boa, sendo necessário apenas curar suas doenças”.
Para resolver os problemas sociais, o pensador clássico não concordava com lutas, mas sim, na compreensão de todo o funcionamento da sociedade capitalista, observando suas leis sociais, descobrindo e principalmente resolvendo as suas falhas, mas sempre respeitando a época a situação vigente. Ele acreditava que a causa desses problemas não eram de caráter econômico, mas sim de não cumprimento das leis, no que ele chamava de crise moral.Portanto, dava ao estado a responsabilidade de facilitar e impulsionar a realização das mudanças sociais necessárias para atingir a solução dos problemas, porém, essa responsabilidade também era repassada a família e a religião.
As resoluções dos problemas sociais, segundo Durkheim poderiam ser efetivadas através de uma reforma estrutural de desenvolvimento das associações profissionais, ou seja, um único grupo social capaz de favorecer a integração do individuo na coletividade.
    Emile Durkheim escreveu algumas obras sobre seu trabalho, são elas:
  • Divisão do Trabalho Social criada em 1893;
  • As Regras do Método Sociólogo criadas em 1894;
  • O Suicídio em 1897. Sendo que a obra “O Suicídio” é uma das obras mais destacadas, nela faz um estudo detalhado sobre o suicídio e suas causas.
ANOMIA
Definido por ele como a ausência de regras claramente definidas que regulem o comportamento dos indivíduos na sociedade, ou seja, anomia é um momento de desregularização, não há lei nem regras, os indivíduos sentem-se perdidos, sem valores de comportamentos para seguirem. Para Durkheim desse momento totalmente sem rumo, surge-se o suicídio anômio, que se produz devido ao enfraquecimento da moral coletiva e da ausência de uma legislação forte que regre as paixões causadas pela sociedade moderna.
Durkheim caracterizou os suicídios em três tipos:
- Suicídio egoísta: devido à diminuição da proteção que determina a coesão de certos grupos ou instituições, onde o individuo chega a um ato extremo devido apenas a motivos pessoais, individualistas.
- Suicídio altruísta: os suicídios mais freqüentes nas sociedades de solidariedade mecânica, ocorrido devido a mártires religiosos, o individuo dá a sua vida em função de uma causa.
- Suicídio anômico: é o suicídio devido a um estado onde as normais sociais estão ausentes, dadas à ocorrência de uma crise dolorosa ou súbitas transformações na sociedade, de modo que ela deixe de cumprir a sua função reguladora.


Sua primeira obra A Divisão do Trabalho Social enuncia dois princípios básicos: Consciência coletiva e solidariedade mecânica e orgânica.
Consciência Coletiva
Age de acordo com suas crenças e sentimentos comuns, envolvendo quase que completamente a mentalidade e a moralidade do indivíduo, Durkheim acusa a existência de duas consciências em cada indivíduo, a coletiva e individual. A primeira predomina compartilhar com o grupo, a Segunda peculiar ao individual, particular do indivíduo. A medida que a sociedade se torna mais complexa, a divisão de trabalho e as conseqüentes diferenças entre os indivíduos conduzem a uma crescente independência de consciência.As aprovações repressivas, que existem na sociedade “Primitiva”, dão origem a um sistema legislativo que acentua os valores da igualdade, liberdade, fraternidade e justiça.
Solidariedade Mecânica
Origina-se da semelhança entre os membros individuais. Para a manutenção dessa igualdade, necessário do grupo, deve haver coerção social, baseada na consciência coletiva severa e repressiva.Essa sociedade não pode cair no individualismo, todavia, o progresso da divisão de trabalho, fez com que a sociedade de solidariedade mecânica se transforme.

Solidariedade Orgânica


Ela se opõe a semelhança e baseia-se nas diversas das pessoas e dos grupos, criando um laço social novo, um tipo de princípio de solidariedade, com moral própria, ou seja, independente, implicando em uma consciência individual mais livre.
As Regras do Método Sociológico
Foi publicada em 1895, é o seu trabalho mais importante, pois estabelece as regras que devam ser seguidas na analise dos fenômenos sociais. A primeira regra relativa a observação dos fatos sociais, consiste em considerarmos como “Coisaspodendo manipular, com finalidade, estudo e analise dos fenômenos sociais.
Durkheim ao estabelecer as regras de distinção entre o normal e o patológico, propôs um fato social, normas para um tipo social determinado, quando considerado numa determinada fase de seu desenvolvimento, desde que se apresente na medida das sociedades da mesma categoria e na mesma fase de sua evolução. Durkheim achava que os fatos morais são fenômenos como outros quaisquer, eles consistem em regras de ação reconhecíveis por certas características distintas.
Ao tentar provar que a sociologia era uma disciplina científica Durkheim chamou atenção para uma questão social importante, a solidariedade social, provando que na época o individualismo reinava e levava muitas famílias no mundo inteiro a procurar uma saída mais rápida, ao suicídio, que resultou em uma obra que consagrou para provar definitivamente a importância de suas teses e principalmente, que a sociologia deveria ser estudada não como um estudo qualquer mas sim, como uma ciência.
Algumas frases de Durkheim:


"Um fato social não pode, pois, ser chamado de normal para uma espécie social determinada senão em relação a ums fase, igualmente determinada, de seu desenvolvimento." (pg 52 - As Regras do Método Sociológico)


Consciência Coletiva:
consciência coletiva é: "...conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade, formando um sistema determinado com vida própria." (pg 342 - Da Divisão do Trabalho Social)
"... o devoto, ao nascer, encontra prontas as crenças e as práticas da vida religiosa; existindo antes dele é porque existem fora dele. O sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos, o sistema de moedas que emprego para pagar dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo nas relações comerciais (...) funcionam independentemente do uso que faço delas. (...) Estamos, pois, diante de maneiras de agir, de pensar e de sentir que qpresentam a propriedade marcante de existir fora das consciências individuais." (As Regras do Método Sociológico)
"...ao mesmo tempo que as instituições se impõem a nós, aderimos a elas; elas comandam e nós as queremos; elas nos constrangem, e nós encontramos vantagens em seu funcionamento e no próprio constrangimento..."
"...talvez não existam práticas coletivas que deixem de exercer sobre nós esta ação dupla, a qual, além do mais, não é contraditória senão na aparência..."
"...toda educação consiste num esforço contínuo para impor às crianças maneiras de ver, sentir e agir às quais elas não chegariam espontaneamente..."
"...desde os primeiros anos de vida, são as crianças forçadas a beber, comer e dormir em horários regulares; são constrangidas a terem hábitos higiênicos, a serem calmas e obedientes; mais tarde, pbrigamo-las a aprender a pensar nos demais, a respeitar usos e conveniências; forçamo-las ao trabalho, etc..."
"...a pressão de todos os instantes que sofre a criança é a própria pressão do meio social tendendo a moldá-la à sua imagem e semelhança."
"... se não me submeto às convenções do mundo, se, ao vestir-me, não levo em conta os costumes observados em meu país e em minha classe, o riso que provoco, o afastamento em relação a mim produzem, embora de maneira mais atenuada, os mesmos efeitos que uma pena propriamente dita."
Moral
"... a vida social não é outra coisa que o meio moral, ou melhor, o conjunto dos diversos meios morais que cercam o indivíduo."
"... qualificando-os de morais, queremos dizer que se trata de meios constituídos pelas idéias; eles são, portanto, face às consciências individuais, como os meios físicos com relação aos organismos vivos."
"... o indivíduo submete-se à sociedade e na submissão está a condição para que se libere. Liberar-se, para o homem, é tornar-se independente das forças físicas, cegas, ininteligentes; mas ele não o conseguirá, a menos que oponha a tais forças uma grande potência inteligente, sob a qual se abrigue: é a sociedade. Colocando-se à sua sombra, ele se põe de certa forma, sob sua dependência: mas esta dependência é libertadora. Não há nisso nenhuma contradição"
Fonte: TESKE, Ottmar (Coord). Sociologia: textos e contextos. Canoas: Ed da ULBRA,1999

             DURKHEIM - Coleção Grandes Cientistas Sociais - Ed. Ática
             DURKHEIM - Os Pensadores - Ed. Abril Cultural Consultoria: Florestan Fernandes