SEJA BEM-VINDO!!!!

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Este é um espaço dedicado à estudantes e profissionais de serviço social e também àqueles que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!

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sábado, 31 de julho de 2010

ESSA É PRA RIR...

A FORÇA DE UM CRACHÁ
Um oficial do DEA (Drug Enforcement Administration) vai a uma fazenda, no Texas e diz ao dono, um velho fazendeiro:
 "Preciso inspecionar sua fazenda por plantação ilegal de maconha!"
 O fazendeiro diz: "Ok, mas não vá naquele campo ali." E aponta para uma certa área.
 O oficial  p' da vida diz indignado: " O senhor sabe que tenho o poder do governo federal comigo?" e tira do bolso um crachá mostrando ao fazendeiro:"Este crachá me dá a  autoridade de ir onde quero....e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta.  Está claro?  me fiz entender?” 
 O fazendeiro todo educado pede desculpas e volta para o que estava fazendo.
 Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o oficial do governo federal correndo  para salvar sua própria vida perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior touro da fazenda.

A cada passo o touro vai chegando mais perto do oficial, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro. O oficial está apavorado. O fazendeiro larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões:

"Seu Crachá,  mostra o seu CRACHÁ."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CIDADANIA

O QUE É CIDADANIA


“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.

(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14)


A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos. A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada.
 Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.
Este ano , mais do que nunca, estaremos exercendo nossa cidadania através do exercício do voto. Precisamos estar atentos para os governantes que escolheremos para nos representar no Poder.Vamos atentar para seus programas de governos, estudar sua trajetória política e  comportamental, pra assim tomarmos nossa melhor decisão, pois ela se refletirá nas principais decisões do país nos próximos 4 anos.
Não adianta ficarmos só reclamando das desigualdades, da corrupção  que acomete nosso país, se não prestamos atenção em quem votamos. Precisamos participar da vida democrática, termos consciência de pertencimento à vida política do país. É preciso querer participar do processo de construção dos destinos da nossa Nação para mudarmos essa realidade.Afinal, nós somos os responsáveis por quem está no Poder.

terça-feira, 27 de julho de 2010

MENSAGEM

20 DICAS DE SUCESSO...

01 Elogie três pessoas por dia
02 Tenha um aperto de mão firme
03 Olhe as pessoas nos olhos
04 Gaste menos do que ganha
05 Saiba perdoar a si e aos outros
06 Trate os outros como gostaria de ser tratado
07 Faça novos amigos
08 saiba guardar segredos
09 Não adie uma alegria
10 Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados
11 Sorria
12 Aceite sempre uma mão estendida
13 Pague suas contas em dia
14 Não reze pra pedir coisa, reze para agradecer e pedir sabedoria e coragem
15 Dê às pessoas uma segunda chance
16 Não tome uma decisão quando estiver cansado ou nervoso
17 Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas
18 Doe o melhor de si no seu trabalho
19 Seja humilde, principalmente nas vitórias
20 Jamais prive uma pessoa de esperança.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

LEI DAS PALMADAS

Projeto deve proibir que pais usem 

"palmadas"

 para castigar filhos




Palmadas, beliscões e outros castigos físicos aplicados a crianças e adolescentes poderão ficar proibidos, caso seja aprovado um projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional.

A proposta inclui "castigo corporal" e "tratamento cruel e degradante" como violações dos direitos na infância e adolescência. Hoje, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) fala em "maus tratos", mas não especifica os tipos de castigo que não podem ser usados por pais, mães e responsáveis.
O governo diz que, com isso, quer acabar com a banalização da violência dentro de casa, de onde sai boa parte das denúncias.
"Nossa preocupação não é com a palmada. Nossa preocupação é com as palmadas reiteradas, e a tendência de que a palmada evolua para surras, queimaduras, fraturas, ameaças de morte", disse subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, da Secretaria de Direitos Humanos.
Para Carmen Oliveira, o Brasil deve cumprir a recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que orientou a "adoção de medidas legislativas que proíbam de forma explícita o castigo corporal contra crianças e adolescentes".
A proposta traz as mesmas penas já previstas no ECA para pais, mães e cuidadores de crianças e adolescentes. No caso das palmadas, as medidas vão desde encaminhamento a programas de proteção à família e tratamento psicológico a advertência e até perda da guarda.
O castigo corporal poderá ser denunciado por pessoas que convivem com a família, como vizinhos e parentes, ao conselho tutelar.
O projeto propõe campanhas permanentes de conscientização dos pais e o ensino dos direitos humanos no currículo escolar.
A proposta foi levada ao governo pela rede "Não bata, eduque", que reúne ONGs e entidades que defendem os direitos de crianças e jovens. Para Angélica Goulart, uma das articuladoras do movimento, é preciso acabar com a "cultura das palmadas".
"É importante que pais e mães não banalizem mais esse comportamento, que prejudica o desenvolvimento das crianças. Há outras formas de educar", afirmou.

Lula defende projeto contra palmadas e diz que "beliscão dói pra cacete"




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu apoio do Congresso nesta quarta-feira para aprovar projeto de lei do governo que inclui "castigo corporal" e "tratamento cruel e degradante" como violações dos direitos na infância e adolescência. Hoje, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) fala em "maus tratos", mas não especifica os castigos que não podem ser aplicados por pais, mães e responsáveis.

Lula afirmou que o projeto será criticado pelos setores conservadores da sociedade, mas que o governo está preparado para esse debate.
"Beliscão é uma coisa que dói pra cacete", disse e complementou que se considera uma pessoa "abençoada" por nunca ter apanhado dos pais. "Meu pai era um homem bruto, quem viu o filme [Lula, o Filho do Brasil] sabe, mas nunca apanhei dele e nunca bati nos meus filhos", afirmou.
Lula disse que falta conversa entre pais e filhos, principalmente para discutir sobre sexo. Afirmou que os pais não têm tempo para os filhos, mas conseguem encontrar tempo para "tomar cerveja".
O presidente aproveitou o evento de comemoração dos 20 anos do ECA, no CCBB, sede provisória do governo, para rebater críticas ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado em dezembro do ano passado.
"Viram a quantidade de críticas que fomos vitimas? De ataques que esse companheiro [Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria de Direitos Humanos[ recebeu na questão da terra, da comunicação. Fui pegar o que foi feito em 2006 e em 2002 e era muito mais radical [do que fizemos]", afirmou. A diferença, disse Lula, sem citar o antecessor, é que o governo Fernandeo Henrique propôs medidas radicais que não executaria, mas seu governo pretendia colocar em prática o que estava no PNDH.




Maioria já deu, levou e é contra proibir palmadas



A maioria dos brasileiros já apanhou dos pais, já bateu nos filhos e é contra o projeto de lei do governo federal que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças, conforme pesquisa feita pelo Datafolha, publicada nesta segunda-feira (26) pela Folha.

Enviada ao Congresso no começo deste mês, a proposta "estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante".
Disseram ser contra o projeto de lei do presidente Lula 54% dos 10.905 entrevistados, enquanto 36% revelaram concordar com a mudança. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, meninos costumam apanhar mais, e as mães (69%) batem mais do que os pais (44%). No total, 72% disseram ter sofrido castigo físico -- 16% afirmaram que isso acontecia sempre.


E VOCÊ CONCORDA COM PROIBIÇÃO DE PALMADAS EM CRIANÇAS?



Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/

sábado, 24 de julho de 2010

O Conselho Tutelar na Defesa dos Direitos Das crianças e adolescentes


O Conselho Tutelar na Defesa dos Direitos
Das crianças e adolescentes
 
O que é o Conselho Tutelar? Para que serve? Qual é a sua função? Quando devo acioná-lo? 

Essas são as perguntas que mais nos aparecem, e sobre as quais as dúvidas e as discordâncias nos indicam a ocorrência dos maiores ‘problemas’ e das maiores divergências e críticas na relação que se estabelece entre o Conselho Tutelar, a família, a sociedade e o Poder Público. Para responder a esses questionamentos de forma que todos compreendam o significado e a importância do Conselho Tutelar, destacaria a necessidade de observarmos o que nos ensina o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Doutrina e a Jurisprudência sobre ele construída.

A primeira coisa que chamo à atenção é a denominação deste novo órgão: Conselho Tutelar. A palavra conselho designa "assembléia em que se toma deliberação a respeito de assuntos submetidos a sua apreciação". Isso oferece-nos um caráter de uma ação coletiva, e não individual. Um Conselho é um grupo de pessoas em que seus membros não atuam sozinhos, mas somente em grupo, pois é na ação conjunta que está a sua característica diferencial. O Conselho é ainda Tutelar, o que significa proteger. O Conselho Tutelar não tutela os sujeitos dos direitos (isso é assistencialismo), mas os direitos dos sujeitos, que devem ser assegurados com absoluta prioridade pela família, pela comunidade, pela sociedade em geral e pelo Poder Público.

O Conselho Tutelar é permanente, não porque deva funcionar 24 horas por dia (o que é exigível apenas dos serviços de atendimento), mas porque ‘veio para ficar’, não estando à sorte ou vontade do Prefeito, desta ou daquela autoridade. E também autônomo, sendo sua autonomia expressa de duas formas: a) como vai atender suas atribuições e que ações irá realizar; b) que medidas irá aplicar e quando é o momento para aplicá-las. Em ambos os casos, não poderá existir interferência. Por último, o Conselho Tutelar é um órgão não jurisdicional, não pertencendo ao Poder Judiciário nem lhe sendo subordinado. É um órgão administrativo, vinculado ao Poder Executivo Municipal para efeito operacional.

A sua função não é atender direitos; é zelar para que, quem deva cumpri-los, efetivamente os cumpram. Por isso, os conselheiros tutelares necessariamente não precisam ser técnicos, nem ter qualquer formação universitária ou curso superior. A sua finalidade é zelar, é ter um encargo social para fiscalizar se a família, a comunidade, a sociedade em geral e o Poder Público estão assegurando com absoluta prioridade a efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes, cobrando de todos esses que cumpram o Estatuto e a Constituição Federal. Este é o Conselho Tutelar que muda usos, hábitos e costumes em relação à criança e ao adolescente, cotidianamente enxergados como objetos, indivíduos incapazes e passíveis de medidas jurídicas e sociais julgadas de seu melhor interesse. O Conselho Tutelar não se caracteriza por atender direitos não atendidos, não cumpridos ou não satisfeitos regularmente por quem tinha o dever de cumprir; não é um órgão que age em substituição ou como uma conditio sine qua non para se obter os direitos que já estão assegurados na lei; é sim um órgão que tem as funções de:

 
CONSELHO TUTELAR
O QUE FAZ
O QUE NÃO FAZ e o que não é
  • Atende queixas, reclamações, reivindicações e solicitações feitas pelas crianças, adolescentes, famílias, comunidades e cidadãos. 
  • Não é uma entidade de atendimento direto (abrigo, internato etc.).
  • Exerce as funções de escutar, orientar, aconselhar, encaminhar e acompanhar os casos.
  • Não assiste diretamente às crianças, aos adolescentes e às suas famílias.
  • Aplica as medidas protetivas pertinentes a cada caso. 
  • Não presta diretamente os serviços necessários à efetivação dos direitos da criança e do adolescente.
  • Faz requisições de serviços necessários à efetivação do atendimento adequado de cada caso. 
  • Não substitui as funções dos programas de atendimento à criança e ao adolescente.
  • Contribui para o planejamento e a formulação de políticas e planos municipais de atendimento à criança, ao adolescente e às suas famílias.
 

Como podemos observar, o capital indispensável ao desempenho de todas essas ações do conselheiro tutelar é o político e não o técnico; ele deve ser um líder, deve ser representativo, capaz de conseguir uma alteração de comportamento, de visão e de trato com os direitos das crianças e dos adolescentes; capaz de introduzir e firmar o novo paradigma deles enquanto cidadãos, alcançando-lhes dedicações e destinações privilegiadas por parte da família, da sociedade e do Estado, cumprindo-se o próprio Estatuto. Isso não afasta que o conselheiro tutelar seja um técnico, ou mesmo um intelectual, nem significa que o conselheiro não deva se capacitar permanentemente. Capacitação e assessoria são fundamentais.

O que referimos é sobre como estas devem se dar, notadamente para que o Conselho Tutelar possa continuar a atender as suas finalidades e objetivos. Sabemos que a Doutrina e a Jurisprudência têm admitido, através da aprovação de lei municipal, a ampliação dos requisitos estatutários previstos para o cargo de conselheiro tutelar, tidos como mínimos, dada a imensidão do nosso país, o número de Municípios, a diversidade e a complexidade das suas demandas, contudo, não podemos nos afastar da essência política do seu papel, nem começar a lhe exigir conhecimentos e saberes eminentemente técnicos, porque lhe está sendo destinado, ou lhe vem sendo exigido o desempenho de um serviço de atendimento.

Voltamos a afirmar: todas as necessidades das crianças e dos adolescentes devem ser atendidas junto à família, à sociedade e ao Estado, e não junto ao Conselho Tutelar, que só será chamado a atuar quando quem tinha que cumprir seu dever não fez, ou o fez de forma irregular. Se a criança precisa de creche e o adolescente precisa de escola, esses seus direitos devem ser cumpridos pela família, pela sociedade e pelo Estado. Não há segredo nisso, basta que todos cumpram com os seus deveres. Ao direito de cada criança e adolescente, corresponderá um dever da família, da sociedade e do Poder Público, que deverão ser fiscalizados pelo Conselho Tutelar. Assim, o direito de ter educação escolar corresponde ao dever de ensiná-lo, só se cumprindo esse dever quando efetivada a educação.

O Conselho Tutelar nunca pode ser o primeiro local a ser procurado, ele não é o pronto-socorro, senão da cobrança da responsabilidade dos devedores pelo atendimento do direito. Se há necessidade de saúde (violência sofrida), que se chame a urgência médica, o pronto-socorro técnico de saúde; se há necessidade de segurança (manutenção da ordem, contenção da violência), que se chame o pronto-socorro técnico e aparelhado da polícia; se surge uma necessidade pedagógica (mau comportamento, problemas de aprendizagem), que se chame o pronto-socorro técnico de orientação educacional; se vemos a necessidade de abordagem (mendicância, exploração, vícios), de estudo social (verificação das condições da família), de inclusão em programas sociais de promoção e defesa assistencial, que se chame o pronto-socorro técnico do serviço social; se temos necessidade da imposição de limites (rebeldes, desobedientes), que se chame o pronto-socorro técnico de psicologia, e ai por diante. Todos esses pronto-socorros devem existir e estar à disposição para o atendimento das ameaças e violações sofridas pelas crianças e adolescentes, sendo o papel do Conselho Tutelar fiscalizar pelo eficiente funcionamento do Sistema de Proteção Integral.

O Conselho Tutelar só deve agir e se necessário for - após a família, a comunidade, a sociedade e o Poder Público cumprirem com seus deveres. Após estes terem procurado todos os recursos para o atendimento dos direitos e das necessidades das crianças e dos adolescentes, o que pode significar mover suas próprias ações. Somente diante da omissão de algum dos devedores, ou se negado o direito a ser protegido, é que o Conselho Tutelar utilizará seu poder de obrigação e advertência aos pais ou responsável, e ainda a requisição dos serviços públicos, o que não consiste em simples cobranças ou solicitações, mas representam medidas aplicadas pelo Conselho e ordens a serem cumpridas, em decisões oponíveis apenas pela revisão da autoridade judiciária. Essa posição do Conselho Tutelar provoca a efetiva mudança social, promove a instalação do novo e trabalha a consciência da criança e do adolescente enquanto cidadãos.

Então, se a necessidade a ser atendida exige um técnico, obtenha-se o técnico; se é preciso um programa, obtenha-se o programa; se eles não existem ou se são poucos, comunique-se ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público para que tomem as devidas providências nas áreas de suas competências (requisições, representações e ajuizamentos), bem como mobilize-se sua comunidade para oferecer sua contribuição, além de ir solicitar aos Conselhos de Direitos o direcionamento das suas políticas, municipal e estadual, e de ir pressionar o Poder Público para a garantia e a ampliação do atendimento de todos os direitos definidos no Estatuto.

A solução para o atendimento dos direitos é a requisição do Conselho? Não, é a mudança de visão da nossa responsabilidade para com o problema. Assim, a falta de obtenção da proteção ao direito não seria uma falha do Conselho, mas uma falha do sistema, que continua não priorizando essa proteção. Sem um serviço, sem um programa, sem um técnico ou sem uma família, que se engajem e assumam efetivamente suas responsabilidades e suas obrigações, nada se resolverá para a criança. O Conselho Tutelar não vai educar o filho para o pai, dizendo que é muito cedo para namorar; não vai oferecer cesta básica para a família, nem vale-transporte; não vai fazer terapia, não vai prestar orientação educacional, não vai medicar ou utilizar a força.

O Conselho Tutelar não é eminentemente técnico, para enfrentar questões técnicas, e sim essencialmente político, para enfrentar questões políticas. E um mobilizador, um articulador, um verdadeiro conselheiro, que define as coisas em Conselho e com fundamento na sua representação e no seu saber popular e comunitário. O Conselho Tutelar é autônomo exatamente por isto, para que não exista vinculação político-partidária ou subordinação aos governantes e às demais autoridades municipais; para que não haja submissão aos interesses elitistas que excluem e que continuam a passar a visão da criança e do adolescente como uns coitados e não como cidadãos, situações estas que não lhe permitiriam cumprir com fidelidade o seu papel de proteger e defender os direitos da criança, do adolescente e de suas famílias. Órgão que surgiu em decorrência do acolhimento do princípio constitucional da participação popular nas ações do Poder Público, o Conselho Tutelar é escolhido e composto pelo povo, sendo Estado, mas não Governo. Ele exerce parcela do poder estatal na área que respeita a garantia de direitos, a proteção e a defesa dos direitos da criança e do adolescente.

A eficácia das ações do Conselho Tutelar depende de ele conseguir firmar o novo paradigma, obtendo uma efetiva mudança das visões social e política acerca dos direitos da criança e do adolescente, que devem passar a ser vistos como prioridade absoluta, não só na Lei Federal, na teoria utópica e no discurso fácil, mas no dia-a-dia de nosso relacionamento com eles, nos nossos contatos pessoais ou profissionais, assegurando-lhes todos os privilégios e as preferências expressas na lei. Além disso, há a exigência de sérios investimentos públicos e comunitários na criação e implementação de programas e serviços que promovam e atendam a universalidade dos direitos das crianças e dos adolescentes. E, por terceiro, imprescinde do fiel cumprimento do papel estatutário destinado ao conselheiro tutelar; esse, talvez, o ponto para avaliar a capacidade e a competência do conselheiro. Um Conselho Tutelar fraco, sem representatividade social, não cumprindo o seu papel e realizando ações técnicas sem qualquer conhecimento mais profundo e sem a mínima qualidade, não cobrando de quem deve atender, não responsabilizando os omissos e irregulares, não mudará o sistema, pelo contrário, o manterá, perpetuando a visão da criança e do adolescente como objetos da vontade social e dos Governos. Somente um Conselho Tutelar forte, atuante nos limites do seu verdadeiro papel, autônomo e representativo de sua comunidade, é que poderá confirmar ou não a sua validade no Brasil, introduzido pelo legislador para figurar como um dos mais importantes órgãos chamados a garantir a absoluta prioridade e a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes.

André Karst Kaminski, advogado e ex-coordenador da Corregedoria dos Conselhos Tutelares de Porto Alegre

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desigualdade impede desenvolvimento na América Latina

Desigualdade impede desenvolvimento na América Latina



                     

 A região é considerada a mais desigual do mundo, pois abriga dez dos 15 países com maior diferença entre ricos e pobres; o Brasil aparece em terceiro lugar no ranking da AL.


Os altos índices de desigualdade registrados naAmérica Latina e no Caribe impedem uma melhora no desenvolvimento humano dos países. A conclusão é do primeiro relatório de desenvolvimento humano para a região, publicado nesta sexta-feira (23) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). 


América Latina e o Caribe formam a região mais desigual do mundo, onde estão dez dos 15 países com maior diferença entre ricos e pobres. O Brasil aparece em terceiro lugar no ranking da região, atrás da Bolívia e do Haiti. 

De acordo com o coordenador do relatório sobre o desenvolvimento humano no Brasil, Flávio Comim, o grande desafio consiste em criar políticas públicas com foco na desigualdade, no lugar de considerar a redução da distância entre pobres e ricos uma mera consequência de ações. 

O documento do Pnud alerta que a desigualdade, sobretudo na América Latina e no Caribe, é algo herdado, que passa de geração em geração. Ela pode ser transferida, por exemplo, por meio do nível de educaçãodos pais – capaz de determinar, na maioria dos casos, o dos filhos, e assim por diante. 

Fatores como políticas abusivas de cobrança de impostos também entram na lista. Os mais pobres, segundo o coordenador do Pnud, não geram em seus filhos aspirações de ir mais adiante, mas o sistema político também tem responsabilidade na reprodução da desigualdade, uma vez que, proporcionalmente, pessoas de baixa renda pagam mais impostos que os de alta renda. 

“Para acabar com esse ciclo vicioso, é preciso ter educação de qualidade, harmonizar oportunidades e possibilidades de se distanciar da pobreza e da miséria, articular tudo isso com políticas de gravidez na adolescência, com uma reforma fiscal na qual não somente se cobra mais das pessoas ricas mas se devolve os impostos, em forma de serviços, aos mais pobres”, explicou o coordenador do Pnud. 

Programas de transferência de renda como o Bolsa Família são citados pelo Pnud como um importante esforço para melhorar os gastos, já que resultam em uma melhor distribuição de renda.

MENSAGEM

                Recados Animados

ETNOGRAFIA E ETNOLOGIA


ETNOGRAFIA E ETNOLOGIA: se diferem e      se complementam


            
A etnologia é um termo originário do século XIX, surgiu com o intuito de fazer um estudo comparativo das sociedades descobertas e desconhecidas, analisar e comparar suas diferentes formas de organização, linguagem, religião e o modo de vida das pessoas. A etnologia surgiu 50 ou 60 anos antes da etnografia. É o ramo da antropologia que faz um estudo comparativo entre os diferentes aspectos culturais das populações. E para que se faça esse estudo, a etnologia se utiliza dos documentos e observações dos etnógrafos.

A etnografia é também conhecida como: pesquisa social, observação participante, pesquisa interpretativa, pesquisa analítica. Compreende o estudo, pela observação direta e por um período de tempo, das formas costumeiras de viver de um grupo particular de pessoas associadas de alguma maneira, seja ela formada por poucos ou muitos elementos. Por exemplo: uma vila, uma escola, um hospital, etc. Observar os modos como esses grupos sociais ou pessoas conduzem suas vidas com o objetivo de "revelar" o significado cotidiano, nos quais as pessoas agem. O objetivo é documentar, monitorar, encontrar o significado da ação. Etnografia é a forma de descrição da cultura material de um determinado povo, é parte ou disciplina que se integra à etnologia, dando um respaldo necessário para sua síntese. 

A IMPORTÂNCIA DA ETNOGRAFIA PARA O SERVIÇO SOCIAL

 


Atualmente a etnografia é um dos mais importantes recursos contra o racismo e a hegemonia cultural (o fato de considerar certa cultura como absoluta, em detrimento das demais) na medida em que estabelece os meios de realizar uma crítica ao etnocentrismo (tendência a julgar o mundo e os outros a partir dos nossos valores culturais). A Etnografia envolve técnicas de pesquisa na antropologia cultural e em serviço Social extremamente uteis para ultrapassar a dificuldade que existe na recolha dos requisitos derivados de formas rotineiras e tácitas de trabalhar.

Como o serviço social trabalha diretamente com a população e suas diferentes realidades, a etnografia vem contribuir de forma muito importante para a análise e pesquisas dessas realidades, de maneira que o assistente social consiga enxergar as verdadeiras necessidades de cada grupo, comunidade ou indivíduo e atuar na resolução desses problemas.

Na etnografia ou pesquisa de campo, nós observamos os modos como esses grupos sociais ou pessoas conduzem suas vidas com o objetivo de "revelar" o significado cotidiano, nos quais as pessoas agem. Este é um ponto preponderante para a ação do assistente social que deve sempre respeitar a singularidade de cada indivíduo e atuar de formar sistemática nas questões sociais do grupo ou da sociedade sempre tentando diminuir as desigualdades e contribuir para a inclusão social.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PARA SE PENSAR.....


 A Colocação do Brasil


"No futebol, o brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes.
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."





Agora que ninguém casa mesmo... só na Argentina, talvez!
Arte e texto: André de Souza

quarta-feira, 21 de julho de 2010

NOVOS PARAMETROS FAMILIARES



NOVOS PARAMETROS FAMILIARES: A NECESSIDADE DE UM NOVO OLHAR DA SOCIEDADE.


  No dia 29 de junho no estado de Oregon, EUA, Thomas Beatie, por meio de parto normal, deu a luz a uma menina de nome Susan, o bebê foi concebido por meio de inseminação artificial usando o esperma de um doador e um óvulo do próprio Beatie.
Thomas Beatie nasceu mulher e atendia pelo nome de Tracy Lagondino, entretanto, há dez anos atrás com 24  anos pediu para mudar de gênero, realizou uma cirurgia para retirada dos seios e iniciou um tratamento com hormônios masculinos, que alterou sua voz e formas do corpo, não realizou a cirurgia para retirada de seus órgãos internos e colocação de uma prótese sexual masculina, em decorrência de imperfeição da mesma, em especial no que diz respeito à função urinária.
Há cinco anos casou-se com Nancy (uma mulher), que por problemas de saúde havia retirado o útero, há dois anos atrás o casal resolveu ter filhos, Beatie então suspendeu as injeções de hormônio masculino, voltando a ovular e com o esperma de um doador foi fecundado artificialmente.
A alimentação da filha é realizada por Nancy que por meio de hormônios e estimulação consegue pelo menos em parte amamentar.
Questionado sobre o fato de ter nascido mulher e seu interesse em se tornar homem e agora a sua gravidez Thomas Beatie, de forma simples esclarece que o desejo de procriar não é do homem ou da mulher é humano.

A notícia com certeza gerará as mais diversas opiniões, será comentada e debatida por especialistas de diversas áreas tanto do direito, como da psicanálise e sociólogos, fato é que o avanço da medicina no que tange a fertilização artificial trouxe para a sociedade fatos até então desconhecidos, que nos levam as constantes reflexões.

Nesta situação em específica se pergunta: em relação à criança poderá esta se desenvolver em meio a uma família assim tão diversa da tradicionalmente constituída?

São questões estas que somente o tempo poderá nos dizer, cabendo aos especialistas - juristas, psicólogos, sociólogos, se debruçarem sobre o assunto a fim de que em parte respostas sejam propostas, levantando a importância de aprimoração das pesquisas na área  familiar.

O presente  caso  acima, que há algum tempo atrás nos pareceria fato impossível, somente cabível em anedotas e filmes de ficção, é um exemplo do surgimento dos novos arranjos familiares na sociedade , arranjos estes que por não atender aos padrões sociais predominantes, perante um sistema discriminatório e excludente, enfrentam dificuldades na implementação de seus direitos.



Essas novas entidades familiares  necessitam serem conhecidas, caracterizadas e legitimadas, exigindo da sociedade um novo olhar, pautado na afetividade e solidariedade que devem ser à base dos relacionamentos familiares.



O artigo 226, da Constituição Federal informa que a família é a base da sociedade e goza de proteção do Estado, proteção esta que deve ser ampla, desmedida, desmistificada, livre de qualquer espécie de discriminação e exclusão.

Somente com a inclusão social, proteção pelo Estado e efetividade na garantia dos direitos destas "novas entidades familiares", teremos uma sociedade mais democrática, igualitária e não discriminatória, com justiça e paz social, onde a família funciona como um espaço de realização existencial das pessoas, em suas dignidades.