SEJA BEM-VINDO!!!!

SEJA BEM-VINDO!!!!
Este é um espaço dedicado à estudantes e profissionais de serviço social e também àqueles que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!

Seguidores

segunda-feira, 19 de julho de 2010

GLOBALIZAÇÃO


A GLOBALIZAÇÃO

A globalização é um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas, veio para atender ao capitalismo e principalmente os países desenvolvidos; de modo que os mesmos pudessem buscar novos mercados. A globalização nada mais é do que a “integração do mundo”,  se deu através das evoluções ocorridas no século XX, como as telecomunicações e os meios de transportes, encurtando a distância entre os povos.

O conceito globalização surgiu em meados da década de 1980, a qual vem a substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização, porém, o processo de constituição de uma economia de caráter mundial não é nada novo. A globalização que hoje observamos decorre de acontecimentos de décadas e séculos anteriores, e tem o capitalismo como seu principal formador, por se tratar de um modo de produção e reprodução material que se forma, expande-se e transforma-se em moldes internacionais.

A globalização gera uma interdependência entre as nações, de tal modo que os acontecimentos de um país têm impacto direto em outros. Esse fenômeno proporciona maior visibilidade à política interna dos países em um cenário global, com maior velocidade na interação social, passando os acontecimentos a ter um impacto não apenas local, mas mundial e um efeito imediato. As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da lnternet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar certa homogeneização cultural entre os países. Sob o aspecto histórico, a globalização implica a perda da soberania por parte da política nacional, a economia de escala e o aumento da consciência ecológica. Sob o aspecto cultural atravessam fronteiras a história da humanidade assim como bens, capitais, pessoas, conhecimento, imagens, comunicações, mas, em contrapartida, também o fazem o crime, a poluição, drogas, moda, cultura e crenças.

De certa maneira, esse processo, da forma como ele atualmente vem acontecendo, não deveria sequer ser chamado de globalização, já que atinge o globo de forma diferenciada e exclui a sua maior parte – se observamos a circulação mundial de capital, podemos constatar que a maioria da população mundial (na Ásia, na África e na América Latina) permanece excluída.

A concentração do capital e o crescente abismo entre ricos e pobres (48 empresários possuem a mesma renda de 600 milhões de outras pessoas em conjunto) e o crescimento do desemprego (1,2 bilhões de pessoas no mundo) e da pobreza (800 milhões de pessoas passam fome) são os principais problemas sociais da globalização neoliberal e que vêm ganhando cada vez mais significado.



A GLOBALIZAÇÃO E SEUS EFEITOS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO

As transformações no sistema capitalista mundial decorrem da recente revolução tecnológica em vários âmbitos, mas, sobretudo, na informática e nas telecomunicações. Seus efeitos são observados na organização das empresas, nos métodos de produção, nas relações de trabalho e na política financeira dos governos.
Uma das questões cruciais de tal processo diz respeito à passagem do regime fordista de produção em massa ao regime chamado de produção enxuta. A tecnologia informacional e a organização do trabalho conforme a produção enxuta são causas do desemprego estrutural. Difícil é estabelecer o quanto cabe a cada qual desses fatores. A introdução de dispositivos informatizados (robôs, microprocessadores etc.) eliminou muitos postos de trabalho, e exigiu uma maior qualificação profissional. O fato é que seja por via da automação eletrônica, seja por via da remodelação organizativa da empresa, os empregos somem aos milhares e aos milhões, enquanto aumenta a carga de trabalho sobre aqueles que continuam empregados. Desse modo, junto com a evolução dos meios de produção industrial para atender as demandas do capitalismo globalizado evidenciou-se também maior exclusão social, percebidas nas estruturas de produção e de trabalho, na manipulação de informações, na exclusão de grande parte da população com pouca qualificação, que se encontra desempregada ou subempregada, bem como na discrepância salarial entre os bem remunerados e os trabalhadores menos qualificados, e constante exploração da força de trabalho.
 A meu ver, o processo de melhoria das condições do trabalhador só pode se iniciar se a globalização também se processar no conhecimento e na educação. Se o conhecimento e a educação também forem globalizados, ao lado da economia, é certo que os reflexos desses processos no mundo do trabalho serão sentidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário