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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

KIBERA: uma imensidão esquecida na miséria!


Hoje assisti a um documentário sobre a história de um rapaz que vive na maior favela da África, situada em Nairobi, no Quênia.




Kibera é uma favela com quase um milhão de habitantes. Ela é a maior e a mais pobre favela da África. 


 Quando você chega perto de Kibera o mau cheiro do lixo espalhado por toda parte e as mais de 800 mil pessoas morando ali são a saudação de boas vindas. São 2,5 km de muita sujeira, com uma água marrom que escorre pelo meio da favela, casas feitas de papelão e pedaços de madeira, telhado de lata e chão de terra batida, sem energia e agua corrente.




Este é também um dos lares em que vive o jovem de 17 anos Abayomi, com mais seis pessoas da família.


No beco em que mora, ele divide um banheiro improvisado com outras 30 famílias.O banheiro fica bem distante de sua casa,impossibilitando o seu acesso durante à noite, nem tanto pela distância e escuridão, mas porque é muito perigoso sair do barraco durante à noite e correr o risco de ser atacado por bandidos.Foi o que aconteceu com o pai de Abayomi, que durante à noite foi atacado e espancado enquanto usava o banheiro. Foi ferido no olho e perdeu a visão e quando chegou ao hospital já estava com metade do corpo paralisado.

Então para evitar essa situação, Abayomi e sua família utilizam um balde para fazer as necessidades;  quem levanta primeiro se encarrega de esvaziá-lo .Mas maioria dos moradores utilizam sacolas plásticas que são chamadas de "flying toilets" (banheiros voadores). À noite algumas pessoas fazem suas necessidades nestas sacolas, e as arremessam da porta do barraco. Resultado, existem sacos de plásticos por todo lado da favela.


No Quênia não existe ensino gratuito fornecido pelo governo. Algumas igrejas dão o ensino gratuito. O que os trabalhadores ganham é mais para pagar o aluguel de um barraco de madeira na favela.








 Você não achará Kibera em um mapa turístico ou em qualquer outro mapa. É um assentamento ilegal, é uma cidade esquecida. Quando você entra na favela você tem a impressão de estar em um labirinto escurecido. É um lugar totalmente esquecido e ignorado pelos governantes. O estado não faz nada aqui. Não provê água, nenhuma escola, nenhum serviço de saúde pública, nenhuma estrada e nenhum hospital".


A água de Kibera é transportada por negociantes privados que põem o seu próprio preço. Com isto o preço é o dobro do que é pago pelas pessoas que moram fora da favela.






Mesmo diante de tanta dificuldade, o jovem rapaz não perde a esperança.Toda semana ele se reúne com outros jovens da favela para fazer um mutirão de limpeza para manter a favela limpa e diminuir o risco de doenças.

O nome do mutirão se chama "Mãos do Amor" e sua esperança é ver um dia a favela ter um mínimo necessário para que todos possam viver com dignidade. 


História: as raízes da violência em Kibera




Nos anos vinte o governo colonial britânico decidiu deixar um grupo de soldados da Nubian ocupar uma ladeira arborizada fora de Nairobi. O Nubians são um grupo étnico vizinho do Sudão. Este grupo tinha lutado no lado dos aliados na Primeira Guerra Mundial, como parte dos Rifles Africanos do Rei.

Eles tinham feito um bom trabalho, e o governo britânico estava com a idéia de manter este grupo depois da guerra. Entretanto as autoridades coloniais mudaram os planos e permitiram que eles os Nubians poderiam entregar as armas e continuar morando ali.

Por alguma razão, os britânicos nunca deram para os Nubians os títulos de propriedade da terra. Os soldados construíram suas casas e montaram seus negócios, mas eles não tinham direitos legais. Eles chamaram o lugar de "Kibra", significa selva.

Durante o decorrer dos anos, outras tribos passaram a ocupar a área. Alguns conseguiram comprar seus barracos e a maioria se tornaram inquilinos. Alugando os barracos deles. A área lá explodiu de três mil para quase um milhão de pessoas.


O país se tornou independente a mais de 40 anos e o Governo Queniano não fez nada precisamente para resolver o problema de Kibera. Nenhuma ação de propriedade, nenhum esgoto, transporte, nenhuma estrada... Nenhum serviço de qualquer natureza. É claro que, eles têm a desculpa perfeita - afinal de contas, a favela ainda é ilegal!!



http://equattoria.blogspot.com/




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