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Este é um espaço dedicado à estudantes e profissionais de serviço social e também àqueles que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!

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domingo, 28 de novembro de 2010

Ajude o Papai Noel!!!

Realizada há mais de 20 anos, o Papai Noel dos Correios é uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha, a principal preocupação é responder aos remetentes das cartinhas endereçadas ao Papai Noel e promover a mobilização dos Correios e da sociedade em torno dos sonhos das crianças brasileiras. A disseminação, em todo país, de valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade é o principal benefício conquistado graças à vontade dos mais de 108 mil empregados e à solidariedade da sociedade brasileira.

Em 2010, foram estabelecidas parcerias com escolas públicas, creches e/ou abrigos que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social. Desta forma, a campanha alinha-se a um dos Objetivos do Milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), denominado "Educação básica de qualidade para todos". A campanha terá por objetivo responder às cartinhas das crianças em situação de vulnerabilidade social que escrevem ao Papai Noel e também estimular a redação de cartas manuscritas, além do uso correto do Código de Endereçamento Postal (CEP) e do selo postal.

Objetivos 

Levar o encantamento do Natal a milhares de crianças por todo país é o principal objetivo de uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil, o Papai Noel dos Correios.
Além disso, a campanha tem por objetivo específico responder às crianças que escrevem ao Papai Noel e atender, sempre que possível, aos pedidos de presentes de Natal das que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Em 2010, mais um importante objetivo foi estabelecido: trabalhar com as crianças o poder da comunicação por meio da redação de cartas ao Papai Noel. A meta é contribuir para o desenvolvimento da habilidade da escrita, da redação de carta e do endereçamento correto, com destaque para a importância do Código de Endereçamento Postal (CEP) e do selo postal.

Benefícios e contribuições para sociedade 

O principal benefício que o Papai Noel dos Correios proporciona à sociedade é a disseminação em todo país dos valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade. A união de empregados ecetistas e sociedade brasileira em torno da realização dos sonhos infantis é a maior contribuição social da campanha.
Em 2010, a campanha ganhou mais um objetivo: contribuir para o incentivo à escrita por meio da redação de cartas. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha Papai Noel dos Correios. A principal preocupação é responder aos remetentes das milhares de cartinhas endereçadas ao Papai Noel. Sensibilizados com os pedidos contidos nas cartas selecionadas, os Correios convidam a sociedade para integrar essa mobilização nacional e realizar sonhos!

Cronograma nacional 

O período de recebimento e adoção de cartas, envio de resposta às crianças e entrega dos presentes é definido pela Diretoria Regional de cada um dos estados, porém deverá estar compreendido no período indicado abaixo. Para conhecer o período da campanha em seu estado, entre em contato com o representante do seu estado.
  • Recebimento e adoção de cartas, envio de resposta às crianças e entrega dos presentes pelos Correios: 04/10/2010 a 17/12/2010
  • Lançamento nacional da campanha: 05/11/2010
  • Encerramento nacional da campanha: 20/12/2010
        Adote uma cartinha e realize sonhos!!!!!



Com informações do site dos Correios

domingo, 21 de novembro de 2010

Poder e direitos para o povo negro

Última nação da América do Sul a abolir a escravidão, o Brasil optou nos últimos oito anos por aprofundar o pagamento da dívida com a população negra, a começar pela educação.

Programas como o PROUNI (Programa Universidade para Todos), criado em 2004, e que estabelece cotas nas universidades, permitiram ao País construir um cenário em que cerca de um milhão de estudantes negros estão presentes nos cursos superiores. Outras medidas como o aumento do emprego formal fizeram também com que a renda de negros e negras crescesse 222% durante o governo Lula, conforme comprovam dados do IBGE.
Porém, como era de se esperar, 500 anos de desigualdades não se resolvem em uma década e a diferença ainda persiste: negros e pardos, aponta o IBGE, são maioria entre os desempregados e o salário que recebem é a metade do recebido pelos trabalhadores brancos.
Para fazer um balanço do que já foi feito e do que ainda precisa melhorar, a CUT lança no próximo dia 30, em Brasília, uma cartilha na qual reuniu o que há de mais importante na legislação brasileira e em relação às políticas públicas de combate à discriminação racial.
Com quatro mil exemplares, o material será distribuído para todo o Brasil, além de disponibilizado às entidades que quiserem reproduzir uma tiragem maior.
Em entrevista ao portal da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira, secretária de Combate ao Racismo da CUT, fala sobre a publicação e a necessidade de negros e negras ampliaram a participação nos espaços de poder.
Qual o objetivo da CUT com o lançamento dessa cartilha?
Maria Júlia Nogueria
 – Queremos dar corpo às ações de combate ao racismo. Nós vamos condensar numa mesma publicação o que há de principal na legislação brasileira em termos de combate à discriminação. Além do Estatuto da Igualdade Racial, que passou a vigorar a partir do dia 20 de outubro de 2010 e é fundamental, teremos a Lei Áurea, que nem todos conhecem, passaremos pela lei federal 10639/03, que institui o ensino da história da África no País, e pelas convenções da OIT (Organização Internacional do Trabalho) de número 100 – sobre a igualdade de remuneração – e 111 – a respeito da prevenção da discriminação racial.
Você acha que o mercado de trabalho ainda é racista?
Maria Júlia –
 Temos conseguido avanços, mas é evidente que ainda existe muito preconceito no Brasil. Durante muitos anos esse racismo foi camuflado, ficou nas entrelinhas, mas hoje concretamente se abriu o debate e acabamos com aquele mito de que vivíamos numa democracia racial. Ações como a publicação que a CUT fará são importantes na medida em que vão ajudar a colaborar com o combate à discriminação no mundo do trabalho, algo sobre o qual o movimento sindical não se debruçava muito até recentemente. A CUT foi uma das pioneiras nessa luta, já que em 1992, com a Comissão Nacional de Combate ao Racismo começava a adotar ações efetivas de combater essa forma de violência no mundo do trabalho. 
O que você destaca como principais avanços nos últimos anos do governo Lula?
Maria Júlia – 
O que aconteceu de melhor foi a ênfase às ações afirmativas, com destaque para a criação da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) um órgão do Estado para tratar da questão da igualdade de oportunidades e direitos, para as cotas nas universidades e para a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que não consegue dar conta das demandas reprimidas durante séculos, mas é um avanço por permitir que outras ações sejam desenvolvidas para fortalecer a luta contra o racismo. 
Neste ano comemoramos 100 anos da Revolta da Chibata. Você acredita que o Brasil valoriza adequadamente seus heróis, especialmente os negros?
Maria Júlia – 
Não, mas graças à atuação do movimento negro se começa a trilhar um novo caminho para resgatar os heróis e heroínas negros e negras que ficaram muitos anos no esquecimento, sem receber o prestígio que merecem. A lembrança do centenário da Revolta da Chibata é um exemplo desse processo de auto afirmação da população negra em nosso País, quando lembramos da ação corajosa dos marinheiros negros contra os castigos físicos aplicados pelos oficiais da marinha brasileira, mesmo após o fim da escravidão. A revolta liderada pelo João Cândido mostra a necessidade de lutarmos contra a opressão que ainda enfrentamos, a chibata que foi substituída por outras formas de violência.
O Brasil acaba de eleger a primeira mulher presidente no Brasil. Você acredita que o País já conseguiria atravessar essa discussão racial e eleger o primeiro negro ou a primeira negra?
Maria Júlia – 
Acredito que o simbolismo de eleger uma mulher para dirigir os rumos do Estado brasileiro eleva nossa auto-estima e nós acreditamos que também é necessário cada vez mais os negros e as negras ocuparem o espaço de poder. Quando você olha para o Congresso Nacional você constata o número muito pequeno de negros e negras nas casas legislativas. Esse é mais um desafio que precisa se vencido, precisamos exercer a maioria que somos, conforme constatou recentemente dados do IBGE. Já representamos 51% da população brasileira e nossa luta agora é para ocupar esse espaço proporcionalmente à nossa representação na sociedade.

Fonte: CUT

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mulher chefe de família é a que trabalha mais, em casa e no emprego, diz Ipea



Elas têm mais anos de estudo, se dividem entre o trabalho e os cuidados com a casa, ganham menos e trabalham mais. Este é o retrato das mulheres chefes de família traçado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por meio do cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) 2009, divulgados este ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Segundo o estudo, de 2001 a 2009 a proporção de famílias chefiadas por mulheres no Brasil subiu de aproximadamente 27% para 35% do total. São 21.933.180 o número de famílias que identificaram como principal responsável uma mulher no ano de 2009. 
São mulheres solteiras, separadas ou viúvas que tem filhos, solteiras sem filhos, morando sozinhas, entre outras. Mas um perfil chama a atenção: o das mulheres casadas chefiando a família mesmo tendo um marido ou companheiro em casa, com ou sem filhos.
Nesse caso, segundo o Ipea, “o tradicional arranjo casal com filhos com um homem como ‘cabeça do casal’ passa a ser substituído por situações em que a mulher é tida como a pessoa de referência na casa”. Em 2009, 14,2% dos casais com ou sem filhos eram chefiados por mulheres. 
O instituto não aponta um fator definitivo para que essas mulheres sejam reconhecidas como chefes da família, o que pode depender, inclusive, de qual membro da família respondeu à pesquisa. O instituto avalia, porém, a atual situação dessas mulheres em âmbito familiar.

Mais estudo, menos renda
A mulher de um casal sem filhos recebe, em média, 80% do salário dos homens. Entre os casais com filhos, a renda das mulheres chefes de família representa 73% da renda média de seus maridos. De qualquer modo, a mulher continua ganhando menos do que o homem.
Com relação ao nível de escolaridade, as mulheres, independentemente da posição na família, estudaram mais anos em média, e aquelas responsáveis por famílias com filhos apresentam a mais alta escolaridade. Para os pesquisadores, os dados significam que a educação não interfere na posição de chefia da família. 
O fator que mais influencia, embora não seja decisivo, é a ocupação. Homens estão mais inseridos no mercado de trabalho, assim como a maioria das chefes de família com filhos (59,1%) possui emprego. As mulheres que chefiam a casa têm níveis de ocupação significativamente mais elevados do que as mulheres em idade ativa, em geral (57,7% contra 51,5%). Elas também ocupam posições consideradas de melhor qualidade.

Como nossos pais
O aumento do número de chefes de família mulheres, no entanto, não implica em uma mudança nos valores familiares tradicionais. O trabalho doméstico não foi transferido para os homens, e elas têm de se dividir entre a jornada de trabalho e a doméstica. O resultado é a sobrecarga da mulher nessa configuração: a com a maior jornada de trabalho entre todos os perfis estudados.

Jornada média total de trabalho por semana no Brasil - 2009 (em horas)
“A tradicional responsabilização das mulheres pelos afazeres domésticos não somente parece permanecer intocada ao longo dos anos, como também não sofre influência da posição ocupada pela mulher na família. Apesar de haver algumas diferenças, mulheres na posição de chefe e na posição de cônjuge respondem por grande parte do trabalho não-remunerado, essencial para a reprodução das famílias”, diz a análise. 
Em 2009, enquanto as mulheres responsáveis por famílias de casais com filhos dedicaram, em média, 30,3 horas por semana aos trabalhos domésticos, os homens na mesma posição gastaram 10,1 horas. Assim, as chefes, quando têm cônjuge, assumem de maneira mais aguda a jornada dupla. “Elas trabalham no mercado e aportam renda para a casa, mas também dedicam muito tempo aos cuidados com a casa e com os filhos. O resultado são jornadas totais de trabalho de impressionantes 66,8 horas por semana, em média.” 
Segundo o Ipea, “a histórica determinação do lugar das mulheres na sociedade como assentado na reprodução biológica, com ênfase na maternidade e na realização de afazeres domésticos, definiu a esfera privada como o espaço feminino”. 
Em contraponto, nas famílias em que o homem cria os filhos sozinho, ele gasta em afazeres domésticos em torno de 15 horas semanais, enquanto as mulheres gastam 25 horas. Isso pode significar, de acordo com o instituto, que “homens delegam as atividades a outras pessoas –os próprios filhos, se forem mais velhos, ou outras mulheres, empregadas domésticas ou mulheres da relação de parentesco, como mães e irmãs”. 
“A grande responsabilização feminina pelos afazeres domésticos e a existência dessa divisão de tarefas tende a trazer prejuízos para todos os membros da família, especialmente quando se pensa na sobrecarga de trabalho cotidiano das mulheres e na ausência ou menor presença da figura paterna na educação das crianças”, conclui o Ipea.
Fonte: UOL

Justiça defere liminar obrigando universidade a prestar serviço educacional

JUSTIÇA DEFERE LIMINAR OBRIGANDO UNIVERSIDADE A PRESTAR SERVIÇO EDUCACIONAL E PROVIDENCIAR A REALIZAÇÃO DE ÚLTIMA MATÉRIA DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL.



Cinco acadêmicas do curso de Graduação em Serviço Social à distância se viram obrigadas a acionar judicialmente a Universidade onde estudam para que sejam garantidos seus direitos de fazer o estágio supervisionado II (última matéria da grade curricular) e, posteriormente, colar grau.

O fato aconteceu no município de Buritis-RO (330 km da Capital), com alunas que estão cursando o último semestre na Universidade de Tocantins, e que, se sentindo lesadas, procuraram auxílio jurídico da Banca dos advogados JUACY DOS SANTOS LOURA JÚNIOR e CELSO NOBRE.

Todas as mensalidades previstas no contrato de serviços educacionais foram devidamente pagas pelas estudantes desde JUNHO/2009, que também foram aprovadas em todas as disciplinas até então oferecidas (oito períodos) pela instituição de ensino. Mas a disciplina “estágio supervisionado II”, ainda não foi disponibilizada as alunas, o que impede que o curso seja concluído e elas possam receber o diploma e exercer a profissão de assistente social.

Uma ação de obrigação de fazer cumulada com dano moral e pedido de antecipação de tutela específica foi a maneira vista pelos advogados para assegurar os direitos das estudantes e fazer com que a Universidade providenciasse todos os meios indispensáveis para a colação de grau, até porque as alunas esperam pela feitura dessa última matéria curricular desde Agosto de 2008.

O advogado Juacy dos Santos Loura Junior ainda afirma que, “a universidade ré vem ocasionando não só em Rondônia muita dor de cabeça a milhares de alunos, mas em todo o Brasil, uma vez que não vem prestando o serviço educacional da qual se obrigou por força contratual o que inviabiliza à colação de grau de alunos matriculados sob essa modalidade de ensino (à distância). Na ação, além do pedido de disponibilização imediata da última matéria curricular, as alunas também reclamam dano moral por todos os prejuízos, constrangimentos e aborrecimentos que a Universidade vem lhes oferecendo ao longo desses anos de inércia”.

O Juiz de Direito da Comarca de Buritis, Ivens dos Reis Fernandes, DEFERIU TUTELA ANTECIPADA pleiteada pelas estudantes, determinando que a Universidade Tocantins providenciasse, no prazo de 30 (trinta) dias, o acesso das acadêmicas à matéria “estágio supervisionado II” para que possam finalizar o curso de Assistência Social à distância no núcleo de Buritis, sob pena de multa diária de R$ 300,00 (trezentos reais), até o limite inicial de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).

A decisão do Juiz foi publicada  no Diário de Justiça Eletrônico do TJ/RO, páginas 432 e 433.



Com informações de rondoniaaovivo.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Curso Prevenção ao Uso Indevido de Drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias

Atenção Conselheiros Municipais e Líderes Comunitários!


A partir do dia 21 de outubro até o dia 10 de novembro, estão abertas as inscrições para a 3ª edição do Curso Prevenção ao Uso Indevido de Drogas – Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, em parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), do Ministério da Justiça. O Curso será executado pela Secretaria de Educação a Distância (SEaD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O curso será ofertado na modalidade de Educação a Distância – EaD, com carga horária de 120 horas, durante um período de 03 meses, para 15.000 conselheiros municipais e líderes comunitários de todo o Brasil, com o intuito de fortalecer a atuação em rede para a prevenção da violência e da criminalidade relacionadas ao uso indevido de drogas.
O curso é gratuito e oferece certificado de extensão universitária emitido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Poderão participar Conselheiros atuantes nos Conselhos Municipais de Segurança, Sobre Drogas, Tutelar, Direitos da Criança e do Adolescente, Educação, Saúde, Assistência Social, Conselhos Escolares, Juventude, Idoso e Trabalho, Conselho de Segurança Comunitária e Líderes Comunitários atuantes em ações de prevenção ao uso de álcool e outras drogas.
O conteúdo do curso foi elaborado por especialistas da área e reúne informações atualizadas sobre: classificação das drogas e seus efeitos, padrões de consumo de drogas, tratamento, redução de danos, prevenção ao uso de drogas, legislações e políticas públicas correlatas à questão do uso de drogas, dentre outros assuntos.
Para obter mais informações e realizar sua inscrição, acesse o portal:
www.conselheiros.senad.gov.br
Após o processo de triagem dos inscritos, os alunos selecionados receberão uma mensagem eletrônica da Universidade solicitando que eles efetivem a sua matrícula e comunicando outras orientações sobre o curso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Longe do assistencialismo

Um contigente formado por 104 mil profissionais, dos quais 97% são mulheres e 3% são homens. Esse é o raio-x do serviço social no Brasil de acordo com uma pesquisa apresentada em agosto no Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais. O estudo indica ainda que no país existem cerca de 300 cursos superiores na área.

Para a coordenadora do curso da Unicap, Odalisca Cavalcanti, a profissão é cercada de desconhecimento. "Muita gente pensa que quem se gradua em serviço social é sociólogo. Outras pessoas perguntam se nos formamos em assistência social", conta. Porém, a coordenadora do curso da UPFE, Helena Chaves, destaca que essa realidade vem mudando ao longo do tempo. "A profissão é mais respeitada hoje em dia. Estamos vivendo um momento de maturidade", diz.

Os assistentes sociais podem atuar em órgãos públicos, organizações não-governamentais e na iniciativa privada. Cabe a eles planejar, gerenciar e executar ações de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, gênero, segurança, entre outras. "É preciso ter bastante sensibilidade para lidar com as problemáticas sociais", afirma Odalisca Cavalcanti. 

A estudante do 2º período de serviço social da Unicap, Vanessa Souza Leão, optou pelo curso porque queria ajudar o próximo. "Gosto de lidar com o público e pretendo atuar junto a comunidades ou na área hospitalar", planeja. 

O curso tem uma duração de quatro anos. Além das atividades teóricas, os estudantes são incentivados a colocar seus conhecimentos em prática com o estágio curricular. "Essa etapa é obrigatória para todos os alunos a partir do 6º período. Eles vão a campo e contam com a supervisão de um profissional da área", explica Helena Chaves.

Priscilla Cordeiro, estudante do 8º período do curso da UFPE, passou pelo estágio curricular na ouvidoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. "Minha experiência foi gratificante. Inclusive o tema da monografia que estou desenvolvendo é segurança pública e direitos humanos", conta ela, que quer seguir a carreira acadêmica. 

A graduação em serviço social é a porta de entrada para quem sonha construir mais igualdade, podendo atuar num mercado cada dia mais amplo: de ONGs a empresas que valorizam o capital humano.

Com informações de Diário de Pernambuco