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domingo, 30 de janeiro de 2011

Gestores da Assistência Social do Centro-Oeste discutem consolidação do Suas

Representando o Estado de Mato Grosso e o Fórum Nacional de Assistência Social (Fonseas), a primeira-dama e secretária de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, Roseli Barbosa, destacou a importância da descentralização e o fortalecimento do Suas para que as ações cheguem, de fato, em todas as regiões brasileiras.
"Desejamos que neste Governo possamos construir as bases sólidas para a perpetuação de uma nova política pública, com a aprovação do Projeto de Lei do Sistema Único de Assistência Social", disse a secretária pedindo o empenho dos representantes regionais para a aprovação da Lei, em especial a senadora do Mato Grosso do Sul, Marisa Serrano, também presente no encontro.
"O nosso dever é trabalhar juntos no enfrentamento da pobreza, assim como garantir a emancipação de nossa população usuária da Assistência Social", complementou a secretária estadual.
Nos cinco anos de implementação, o Suas já se fez presente em 5.532 municípios brasileiros, o que representa cerca de 99% do cenário nacional, abrangendo mais de 20,4 milhões de famílias referenciadas. As informações foram repassadas pela secretária nacional de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, durante palestra sobre o papel dos municípios na gestão descentralizada do Suas.
Já em Mato Grosso, conforme informou o secretário de Assistência Social da Setecs-MT, José Rodrigues Rocha Júnior, 100% dos municípios de Mato Grosso já contam com o Sistema Suas. “A meta agora é expandir os programas por meio da instalação de mais Centros de Referência de Assistência Social e Centros de Referências Especializadas”, salientou.
Na condição de presidente do colegiado estadual dos gestores municipais de assistência social e de secretária de assistência social do município de Nova Mutum, Karla Lautenschlager, acredita que o encontro é de suma importância para nortear os trabalhos a serem desenvolvidos, respeitando as peculiaridades de cada município.
"Além da troca de experiências entre os gestores municipais, este encontro está proporcionando ferramentas para aprimorarmos ainda mais os trabalhos voltados para a área social”, salientou a presidente.
O Encontro do Congemas Centro-Oeste continuou na sexta-feira (28.01), com a realização de novas palestras e grupos de trabalho. Os resultados serão levados ao 13º Encontro Nacional da área, que ocorrerá de 18 a 20 de abril, em Belém (PA), e terá como tema "Gestão Descentralizada do Suas: Competências e Responsabilidades do Poder Local".

Fonte: O Documento

sábado, 22 de janeiro de 2011

Como entender o uso de drogas entre adolescentes? Onde buscar ajuda?

Será que apenas os jovens com problemas familiares ou com amigos drogados procuram as drogas? Será que poucos meses depois de fumar o primeiro baseado, o jovem vai começar a roubar os pais e os amigos?


"Cada ser humano tem uma história diferente, não existe uma fórmula que explique como, porque ou com que conseqüências um jovem procura as drogas", afirma o psicoterapeuta Flávio Gikovate, autor de livros como Drogas - Opção de Perdedor e A Arte de Educar. "No entanto, é possível dizer que o abuso de drogas por adolescentes é uma das conseqüências da cultura imediatista, desapaixonada e carente de novas idéias que vivemos nos últimos anos", afirma. Gikovate também destaca que a dependência das drogas não difere de outras como o comer ou o consumo compulsivo, que também cresceram muito nos últimos anos. "Vivemos numa sociedade que estimula a dependência, e que reprime os gestos autônomos com muito rigor, fazendo com que as pessoas busquem conforto em algo de que dependam".


Especialmente nas últimas décadas, em que as drogas viraram moda, diversas pesquisas científicas tentam identificar os motivos pelos quais o ser humano recorre às drogas: seria a influência do grupo, a insegurança diante da vida, a necessidade de aplacar a dor ou a fome, a busca do prazer? "Na verdade, o homem pode buscar a droga por todos esses motivos. Mas, entre os adolescentes, a droga tem uma relação direta com a falta de perspectivas, com o tédio, com a dificuldade de lidar com a vida de forma responsável. Não se sabe ao certo se esses aspectos são a causa ou o efeito da droga, mas o adolescente com pouco interesse pela vida e pelos relacionamentos humanos está mais propenso a procurá-las".


Crack

Princípio ativo:
O crack é uma mistura de cocaína em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito do crack dura, em média, dez minutos.

Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.


Efeitos:

Os primeiros efeitos do crack são uma euforia plena que desaparece repentinamente depois de um curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo.



O crack também provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição. Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.


Os usuários de crack apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores, paranóia e desconfiança também são causados pela droga. Normalmente, os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados por causa da forma de consumo da substância. Apresentam também problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões.


O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.

Onde buscar ajuda?


Genaro Joner


Mesmo que difícil e com poucos exemplos que sirvam
de comprovação, é possível que um usuário de crack
se recupere do vício.
A epidemia mata e destrói famílias, mas pode ser vencida.


Conheça lugares que abrigam essa luta e leia histórias que inspiram
e comovem. A maioria, infelizmente, de desfecho trágico.

Para buscar ajuda, veja telefones, endereços e dicas.

Além dos serviços oferecidos na rede pública de saúde, é possível contar com
 outros recursos disponíveis na comunidade, como os grupos de mútua ajuda
 - Narcóticos Anônimos (NA), Grupos Familiares e Grupos Familiares Nar-Anon
 do Brasil (Nar-Anon) -, assim como comunidades terapêuticas.

Narcóticos Anônimos - www.na.org.br
Entidade sem fins lucrativos, que reúne adictos em recuperação.
Telefones no RS e SC:
RS - Caxias do Sul: (54) 9122-0060
RS - Porto Alegre: (51) 3333-3550
SC - Florianópolis: (48) 9137-1953
SC - Lages: (49) 8816-9615

Clique aqui para encontrar uma reunião na sua cidade
O sistema de busca do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas(Obid)
 permite acesso a instituições brasileiras que oferecem tratamento para dependentes
 de drogas como o crack. Pelo site, os interessados podem localizar a instituição 
mais próxima e utilizar filtros de busca por estados, cidades ou CEP.
Link: http://www.obid.senad.gov.br/portais/OBID/index.php


O governo federal, por meio da SENAD, mantém ainda a central telefônica VivaVoz
 (0800 510 0015), que presta orientação e fornece informações por telefone sobre o
 uso indevido de drogas. O serviço é gratuito e aberto a toda população e os
 atendimentos são realizados por consultores capacitados e supervisionados por
 profissionais da área de saúde. No Disque Saúde (0800 61 1997), também é
 possível obter mais informações.



Site ENFRENTANDO O CRACK: 


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Assistência social: da noção de caridade à garantia de direitos





Implantação do Sistema Único de Assistência Social é marco do reconhecimento da assistência social como uma política pública

O Sistema Único de Assistência Social (Suas) é um sistema que organiza os serviços socioassistenciais em todo o país, descentralizando a gestão dessa política por meio de um modelo de gestão participativa, compartilhada entre as três esferas de governo – municípios, estados e União – e a sociedade civil. Criado há pouco mais de cinco anos, esse Sistema está em processo de implementação desde 2005 e já tem trazido alterações importantes no atendimento, inclusive na área dos direitos da criança e do adolescente.
Foi com esse processo que o Estado brasileiro assumiu de vez a responsabilidade legal de promover a atenção socioassistencial em todo o país. Na verdade, até o final dos anos 80, era a sociedade civil organizada que acaba por executar essa tarefa, de garantir as condições mínimas de vida aos brasileiros. De fato, a Constituição de 88 foi o pontapé inicial para que essa visão da assistência social como ato de benevolência ficasse para trás. Para a ex-Ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a assistente social Márcia Lopes, a Carta Magna teve o mérito de reconhecer todo brasileiro como sujeito de direitos, independente de sua condição material. “Desde então, há uma orientação de que o Estado brasileiro precisa administrar o país com políticas públicas contínuas, que atinjam as demandas necessárias”, destaca.

Cinco anos depois da criação da Constituição, os debates entre governo e sociedade civil impulsionaram a criação de uma lei regulatória para a área, chamada de Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). A LOAS fundou as bases da política de proteção integral do Estado brasileiro e determinou a gestão compartilhada dessa política entre a sociedade civil e as três esferas de governo: União, estados e municípios. “A LOAS propôs que se iniciasse um processo de gestão democrática da assistência social. Isso significa que todo ente federativo deveria implantar um conselho, um fundo [de recursos financeiros] e ter um plano de assistência social. Essa mudança da gestão, da constituição de um comando único por processo de governo, absorveu a primeira década da gestão da assistência social”, pontua Aldaiza Sposati, especialista em Política da assistência social e professora da PUC-SP .


Porém, somente na IV Conferência Nacional de Assistência Social de 2003 é que foram formuladas medidas concretas para a execução de uma Política Nacional de Assistência Social, coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e operacionalizada por um sistema único, demanda trazida pela sociedade civil e muito defendida pelos municípios. Segundo Márcia Lopes, “o Suas consiste justamente na organização e regulação das ações de todos os municípios brasileiros, definindo claramente quais são os serviços, os projetos de assistência social e como eles devem ser estruturados”.



 Ela ainda destaca a importância da participação da sociedade civil na execução das políticas e no monitoramento das ações. “A participação da sociedade, seja na prestação de serviços, seja como conselheiros, como cidadãos que estão se dedicando através das redes de entidades socioassistenciais ou como críticos vigilantes aos processos de políticas públicas, é importantíssima”, ressalta.

Já Aldaiza Sposati acrescenta que o Suas inovou ao determinar na prática a responsabilidade estatal na promoção dos serviços socioassistenciais. “Mas isso não significa romper com as organizações da sociedade civil. Até porque isso está assegurado na Constituição”, pontua. “Mas existe sim a necessidade do órgão público tomar uma posição e assumir sua responsabilidade”.


Diferentes níveis de proteção
O Sistema organiza o atendimento em dois níveis de proteção social: a básica, oferecida pelos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), tem caráter preventivo, e engloba ações como o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e os Centros de Atendimento à Criança e ao Adolescente; e a proteção social especial, prestada pelos Centros de Referência Especializados da Assistência Social (Creas), em que há ações como o atendimento a adolescentes em conflito com a lei em cumprimento de medidas socioeducativas, crianças em situação de trabalho infantil ou abuso sexual, entre outros.

De acordo com Márcia Lopes, esse modelo é o mais adequado, pois permite a integração desses serviços em uma rede de atendimento socioassistencial. “Há hoje outro nível de entendimento dessas políticas, de que a integração das políticas e dos serviços é que vai corresponder às demandas e às necessidades das crianças, dos adolescentes, dos jovens, das mulheres e das famílias, de um modo geral”, explica. 

Do Portal Pró-Menino

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Governo adotará modelo de gestão do PAC em plano contra miséria


O governo vai aplicar o modelo de gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para organizar um plano de erradicação da miséria, promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff, informou nesta quinta-feira a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

'Vamos construir para esse programa um modelo de gestão como fizemos para o PAC, com metas claras', afirmou a ministra, sem falar em prazos, nem valores.

Segundo Tereza, o programa terá metas e instrumentos de controle semelhantes ao do PAC.

'Queremos ter condições de monitoramento de prestar contas para a sociedade e a imprensa sobre o andamento dessas metas', afirmou, após participar da reunião de quase quatro horas com a presidente Dilma e outros ministros, como Guido Mantega (Fazenda), Miriam Bechior (Planejamento) e Antonio Palocci (Casa Civil).

A ministra afirmou ainda que o programa será interministerial e, a exemplo do PAC, terá um comitê gestor no centro do governo coordenado por sua pasta.

Tereza Campello afirmou que a próximo passo será elaborar o desenho básico do plano e estabelecer as metas da redução da pobreza extrema. Segundo ela, iniciativas como o Bolsa Família farão parte do programa.

O modelo de gestão de PAC caracteriza-se pelo monitoramento passo a passo das ações por diversas áreas do governo e a divulgação quadrimestral dos resultados.

Em seu discurso de posse no Congresso, Dilma afirmou que 'a luta mais obstinada' do seu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Fonte: MSN notícias(Por Leonardo Goy)



Situação financeira melhorou para quase 80% das famílias



MS Notícias
Estudo divulgado hoje (6) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que 77% das famílias brasileiras afirmaram, em dezembro, que estavam melhor financeiramente do que um ano antes, enquanto 19,8% sentiam-se em situação pior. O estudo foi realizado em 3.810 domicílios, em 214 municípios de todas as unidades federativas.

As regiões Centro-Oeste e Norte registraram a maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado a sua condição financeira (82,1% e 80,3%, respectivamente), seguidas pelo Nordeste (79,4%). No Sul e Sudeste, a proporção de famílias otimistas é levemente inferior (70,6% e 76%, respectivamente).

A pesquisa revela ainda que 81% das famílias brasileiras acreditam que estarão em melhores condições financeiras daqui a um ano, enquanto 8,2% projetam estar em situação pior.

As expectativas otimistas do conjunto das famílias brasileiras pesquisadas são mais pronunciadas por aquelas com rendimento entre cinco e dez salários mínimos e com ensino médio (completo ou incompleto).

O técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, Sandro Carvalho, lembrou que as decisões de investimentos no país se baseiam no nível de confiança do consumidor e que o monitoramento feito pelo órgão tem como objetivo produzir sinalizadores sobre a decisão de gastos das famílias.

“Houve uma melhora. Pela primeira vez, mais da metade das famílias declarou não ter nenhuma dívida e a proporção de endividados diminuiu", destacou ele.