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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Combate à violência contra a mulher exige políticas públicas, diz cientista social

É necessário implantar políticas públicas voltadas à redução da violência contra as mulheres ou se continuará apenas a relatar números e dados estatísticos. Assim resumiu a cientista social Tatau Godinho, que representou a Fundação Perseu Abramo em audiência pública que discutiu o estudo “Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado”, com foco na violência.
O debate foi promovido pela Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, que funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A pesquisa, realizada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), apresenta a evolução do pensamento e do papel das mulheres brasileiras na sociedade. Além da violência doméstica, o estudo abordou temas como machismo, trabalho, tempo livre, mídia, sexualidade, saúde e política.
Tatau Godinho disse que mulheres entrevistadas em todo o Brasil afirmaram sofrer violência doméstica e discriminação no mercado de trabalho. Para elas, os meios de comunicação, especialmente as novelas, incentivam o machismo e a violência contra as brasileiras. Essa violência, segundo a especialista, pode ser física ou psicológica.
De acordo com o estudo, disse a cientista, 90% dos homens consideram a sociedade brasileira machista e 74% dos deles afirmaram não se considerarem nessa condição.
Lei Maria da Penha
Apesar de a lei que visa impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher (Lei Maria da Penha – Lei 11.340/06) ser conhecida por grande parcela da população, observou a presidente da subcomissão, senadora Ângela Portela (PT-RR), os índices de violência doméstica não diminuíram. A senadora defendeu a criação de estruturas em defesa da mulher, com destinação de recursos do Orçamento da União para esse fim.
O ex-senador e presidente do Sesc-DF, Adelmir Santana, ressaltou que a pesquisa apresenta informações com abordagem política. Assim, observou, o estudo poderá servir como instrumento para embasar a apresentação de proposições em benefício das mulheres brasileiras.
Para a senadora Ana Rita (PT-ES), as políticas devem ser dirigidas também aos homens. Ela sugeriu a realização de campanhas informativas, assim como investimento em educação. Para ela, a forma como as crianças são educadas pode reforçar ou não o comportamento violento, com o que concordou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Para ele, “é na escola que começamos a ensinar machismo”.
Também a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que as crianças são expostas a modelos de violência. Em qualquer desenho animado, observou, os conflitos são resolvidos com violência: tapas, socos, bombas para explodir ou matar o outro. A senadora também ressaltou que historicamente as mulheres sofrem violência, o diferencial, agora, é que estão tendo coragem de denunciar seus agressores.

  Por Agencia Senado

Um comentário:

  1. Com certeza a violência contra a mulher é ainda um grave problema presente em nosso país. Apesar da Lei Maria da Penha ser um aliada, infelizmente, nela ainda há brechas que acabam por impedir que a justiça (verdadeira!) aconteça! Um passo importante é possibilitar que as mulheres sintam-se seguras a denunciar, pois a grande maioria não faz por medo. E com razão. Quantas não já morreram tentando se livrar das algemas da violência?
    Acredito esse ser o rumo que devemos seguir no combate a essa prática tão vergonhosa e desumana ainda encarada por muitos como algo de casal. 'Briga de marido e mulher, não se mete a colher!
    Mentes doentias!

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