1. Com que dinheiro foi realizado essa campanha? Pois apesar de não concordar com o teor, está muito bem elaborado, com site, desenho e linguagem profissional, ou seja, isso foi pago para profissionais da área de comunicação, com o nosso dinheiro é claro;

2. Se assim for, a coisa é pior do que se imagina, pois além de continuar a reiteração de uma posição ideológica, política e de demonização, destituída de fundamentação e conhecimento sobre o tema, estão usando o nosso dinheiro para uma causa que não reflete o papel de uma organização profissional;

3- É tão gritante que salta aos olhos a evidência de desperdício do nosso dinheiro, pior ainda, se tem que gastar o nosso dinheiro, por que não se faz uma campanha para coibir as práticas inadequadas, elevar o piso salarial, dar uma visão melhor da profissão junto à opinião pública?

4- Como uma categoria pode se dar ao trabalho de ir contra o progresso, e evolução das tecnologias no processo de formação, ,pois enquanto o Serviço Social no Brasil faz campanha nacional contra a EaD, no mundo civilizado e inteligente está se discutindo qual a qualidade da EaD que querem, ou seja, a categoria esta perdendo o bonde da história se achando critico… é uma atitude descontextualizada a realidade do século XXI, vamos acordar gente;

5 - Outra questão, se a EaD é fast-food, o que seria os cursos presenciais,   um banquete em que tudo está muito bem, a formação está as mil maravilhas, só servindo file e alcatra? Novamente reitero a minha opinião, é preciso dar qualidade a esse debate, a questão não é ser contra ou a favor da EaD em Serviço Social ou em qualquer outro curso, a questão é sim, garantir a qualidade da formação profissional, mais condizente a realidade e demanda do presente século, e se eu não estiver enganado já é XXI e não VIII isso sim é fast-food;

6 – Por fim, e do modo quase paradoxal e sobrenatural, tentam dizer que as criticas não são dirigidas aos alunos e profissionais da EaD, como isso pode acontecer, nem eu que acredito em Deus e em milagres dá pra acreditar nisso, como posso denegrir, desqualificar e banalizar um sistema sem atingir as pessoas que estão nesse sistema? É só no planeta Serviço  Social pra acontecer uma coisa dessas.  Depois dessa só um lanche do McDonald’s pra aliviar a tensão…

Finalizando essa reflexão, a meu ver, a questão é lutar sim para que seja garantida e respeitadas as questões de carga horária, de qualidade no estágio, dos conteúdos e aprofundamento das informações e conhecimentos, seja na forma EaD ou presencial, caso fique o foco como está, temo que perderemos o rumo da história e esse momento será motivo não de orgulho mas de tristeza por sermos uma categoria que “luta” por causas contrariam o desenvolvimento da humanidade, como são as novas formas de formação que juntam as tecnologias de imagem, son e texto de forma quase que imediata, ou que tecnicamente se denomina de TICs (tecnologias de informação e comunicação).

Prof. Dr. Edson Marques Oliveira
assistente social cress 2767-PR