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domingo, 28 de agosto de 2011

Subsídios à economia custam oito vezes mais que o Bolsa-Família


O governo federal mantém um sistema de 'bolsas' que vai muito além do Bolsa-Família. O Bolsa-Empresário custará aos cofres públicos este ano cerca de R$ 30 bilhões. O Bolsa-Banqueiro, entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões. Há, ainda, o Bolsa-Mutuário, estimada pela Caixa Econômica Federal em R$ 32 bilhões. As três têm em comum o fato de funcionarem como um subsídio do Estado à economia. Somadas, equivalem a quase oito programas Bolsa-Família.
Em um tema tão amplo, as opiniões de especialistas divergem bastante. A maioria, porém, é favorável ao Bolsa-Mutuário, oficialmente chamado de Minha Casa, Minha Vida.
Bolsa-Empresário é uma definição do ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman. Trata-se do dinheiro que o Tesouro Nacional vem emprestando para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiar empresas. Desde o estouro da crise global, em 2008, o governo decidiu ampliar o orçamento da instituição.
Ao final de junho, segundo dados do BC, os créditos do Tesouro ao BNDES somavam R$ 272 bilhões. O subsídio (quase R$ 18 bilhões em 2011) é calculado com base na diferença entre a taxa de juros que o banco cobra em seus empréstimos (TJLP, hoje em 6% ano) e a que o Tesouro paga para se financiar (Selic, atualmente em 12,5%).
Schwartsman inclui ainda o subsídio implícito nas transferências do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES, algo próximo de R$ 12 bilhões. 'Ou seja, o Bolsa-Empresário equivale a pouco menos de dois Bolsa-Família', afirmou.
O responsável pelo termo Bolsa-Banqueiro é o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Simão Silber. Ele refere-se ao custo do governo para continuar acumulando reservas internacionais (hoje em US$ 352,5 bilhões). Para Silber, o grande beneficiado, hoje, da política do governo de continuar comprando dólares é o sistema financeiro, uma vez que o montante atual é mais do que suficiente para proteger o País de crises.
Ele e outros economistas lembram que, em 2008, quando explodiu a crise global, o Brasil tinha menos de US$ 210 bilhões em reservas, dinheiro que se mostrou suficiente para atravessar a grave turbulência.
Nos cálculos do economista e consultor Amir Khair, ex-secretário de Finanças do município de São Paulo, o País gasta hoje entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões por ano para manter e acumular as reservas.
O custo resulta da diferença entre os juros com que o governo remunera os títulos públicos nacionais (Selic) e a rentabilidade das reservas, aplicadas principalmente em papéis emitidos pelo Tesouro dos EUA. Isso só ocorre porque o governo brasileiro não compra os dólares das reservas com superávit fiscal. Ele precisa endividar-se para fazê-lo.
'A gente não precisa desse nível de reservas', disse Khair. Para ele, a política de compra de dólares pelo governo traz um efeito adicional: valoriza a moeda americana. 'Na medida em que o País fica mais seguro aos olhos do investidor internacional, mais dinheiro atrai de fora, o que reforça a tendência de valorização do real.' Apesar da piora da crise, o dólar ainda acumula perda de quase 4% ante o real. Sexta-feira, fechou a R$ 1,605.
Khair também é crítico da política do governo que transfere recursos do Tesouro para companhias privadas por meio do BNDES. 'As empresas têm de saber se virar dentro de seu mercado', afirmou. 'Com esse dinheiro, eu reforçaria os programas sociais. Prefiro mil vezes um Bolsa-Família, que dá mais retorno para a sociedade.'
Para Marcelo Moura, do Insper, a ação cada vez maior do BNDES (neste ano, a previsão é de desembolsos de R$ 145 bilhões) 'distorce o mercado'.

sábado, 27 de agosto de 2011

O Menestrel - William Shakespeare



Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
 Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.
 Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. 
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. 
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. 
Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
 Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

domingo, 21 de agosto de 2011

Alguém trocaria 16 hospitais por um estádio de futebol?


Os 39 vereadores que aprovaram o incentivo fiscal ao Itaquerão argumentam que “toda a Zona Leste vai ganhar com a obra”

Branca Nunes
Terreno onde será construído o Estádio do Corinthians, mais conhecido como Itaquerão, São Paulo (SP)
Poderiam ser 400 unidades de educação infantil, 100 escolas técnicas, mais de 40 quilômetros de corredores de ônibus, 16 hospitais bem equipados, 1.400 pistas profissionais de atletismo, 820 aparelhos de Raio X de última geração, ou 10.500 casas populares. Será um estádio de futebol.


Depois de passarem meses garantindo que não haveria um centavo de dinheiro público em estádios para a Copa do Mundo de 2014, foi essa a decisão do prefeito e do governador de São Paulo. Juntos, resolveram brindar a Odebrecht e o Corinthians com 510 milhões de reais. Como o custo total da obra é estimado em 890 milhões de reais, cada uma das 68 mil cadeiras do Itaquerão (como é conhecido o estádio do Corinthians) custará 13.088,23 reais.


Há 32 anos, Anilton Darci Ribeiro nasceu em Itaquera. A casa onde mora com a mulher e o filho, a dois quilômetros do local do futuro estádio, tem dois quartos, cozinha, sala, banheiro, área de serviço e um riacho de esgoto a céu aberto que corre no quintal. A prefeitura alega que não tem dinheiro para a canalização.


Há 16 anos, Diana do Nascimento chegou do Ceará e instalou-se na Favela da Paz, ocupada por 400 famílias a menos de um quilômetro do estádio. Ali, as casas são de papelão, as instalações elétricas são clandestinas e o crack extermina um adolescente por semana. No projeto do Polo Institucional Itaquera, plano urbanístico que teve suas diretrizes aprovadas em agosto de 2008, está previsto que o Parque Linear Rio Verde será construído dentro do terreno onde hoje está a casa de Diana. Ela nunca ouviu falar disso. Tampouco recebeu a visita de um agente de saúde, de um assistente social, nem de funcionários do governo. O que mais queria era a instalação de um semáforo na Avenida Miguel Inácio Curi para que seus filhos chegassem à escola com segurança. Há um mês, pintaram uma faixa de pedestres que os carros insistem em não respeitar.


Francisco Carlos da Silva treina mais de 50 crianças na pista de 200 metros que pintou no asfalto da Rua Nicolino Mastrocola, em Itaquera
Francisco Carlos da Silva treina mais de 50 crianças na pista de 200 metros que pintou na Rua Nicolino Mastrocola, em Itaquera


Há 13 anos, Francisco Carlos da Silva fundou a Associação Esportiva e Cultural Kauê a 2,5 quilômetros do local onde está sendo erguido o Itaquerão. Na pista de corrida de 200 metros que pintou no asfalto da Rua Nicolino Mastrocola, mais de 50 crianças e adolescentes treinam às segundas, quartas e sextas-feiras. As terças e quintas são reservadas à terceira idade, que também tem aulas gratuitas de computação. Entre outros atletas descobertos por Fran – como gosta de ser chamado – está Rafael Soares Santeramo, o Galego, campeão brasileiro juvenil nos 1.500 metros. Galego é hoje atleta do Clube Pinheiros. Fran, sem ganhar 1 real, continua garimpando “talentos da periferia” e sonhando com uma pista de atletismo. “Não precisa ser profissional”, faz questão de avisar desde que a Secretaria Municipal de Esportes resolveu orçar o sonho de Fran em 300.000 reais. Ele tem certeza era possível fazer por menos, mas ninguém da prefeitura voltou para discutir o assunto.

Dos 890 milhões de reais destinados à construção da arena, 400 milhões de reais serão emprestados pelo BNDES, com juros subsidiados. Outros 420 milhões de reais virão da prefeitura e, 70 milhões de reais, serão destinados pelo governo do estado a uma arquibancada móvel de 20 mil lugares, que permitirá ao Itaquerão comportar um público de 68 mil pessoas – como exige a FIFA para estádios que almejam sediar a abertura da Copa. Embora maquiados por nomes como “Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento” e “isenção fiscal”, toda essa bolada tem a mesma fonte: o dinheiro público.

As contrapartidas - O principal argumento dos 39 vereadores que aprovaram o donativo ao Itaquerão é que “toda a Zona Leste vai ganhar com o estádio”. Os 15 contrários ao Projeto de Lei 288/2011 têm dúvidas a respeito. “Em 2004, aprovamos o Programa de Desenvolvimento Econômico da Zona Leste e ele ainda não saiu do papel”, lembra Cláudio Fonseca, líder do PPS na Câmara Municipal. “Não aceito que o dinheiro público seja investido em um empreendimento exclusivamente privado. Nada garante que esses 420 milhões de reais resultarão em incentivos para aquela região. Com esse dinheiro, seria possível construir, por exemplo, mais de 400 creches que atenderiam cerca de 200 crianças cada uma”.
Em troca de um estádio de quase 1 bilhão de reais, o Corinthians terá que investir 12 milhões de reais em programas sociais na região. De acordo com uma nota da prefeitura, “a Secretaria Municipal de Planejamento ainda está definindo como este investimento será utilizado e quais secretarias ou entidades serão beneficiadas”. O clube poderá concluir um terço dessas ações até seis meses depois da Copa de 2014. As demais, até 2019.
Não há nenhuma grande exigência para a Odebrecht. O único compromisso da empresa é arcar com 1% do valor das obras mitigadoras de impacto no trânsito que será gerado pelo estádio.


Anilton Darci Ribeiro e Adriana de Aro Lima, moradores de Itaquera
Anilton Darci Ribeiro e Adriana de Aro Lima, moradores de Itaquera, ao lado do riacho de esgoto que corre no quintal da casa onde moram


Os possíveis investimentos - Em compensação, o prefeito e o governador de São Paulo prometeram tornar reais o Programa de Desenvolvimento da Zona Leste, que existe desde 2004, e o Polo Institucional de Itaquera, no papel desde 2008. O primeiro prevê, entre outras obras, novas alças de ligação no cruzamento das avenidas Jacu Pêssego com a Nova Radial; uma nova avenida de ligação Norte-Sul, no trecho entre a Avenida Itaquera e a Nova Radial; uma avenida articulando a ligação Norte-Sul com a Avenida Miguel Inácio Curi; e a adequação viária no cruzamento das avenidas Miguel Inácio Curi e Engenheiro Adervan Machado. Ao todo, governo e prefeitura planejam investir 478,2 milhões de reais no programa, sendo 345,9 milhões do estado e 132,3 milhões do município.

Hoje, a Radial Leste, principal acesso à Itaquera, é a quarta via mais movimentada de São Paulo no período da manhã, e a campeã de lentidão durante a tarde. Pela estação Corinthians-Itaquera do metrô, a quarta mais movimentada da capital, passam 200 mil pessoas por dia. Para a Copa do Mundo, está previsto, de acordo com o governo, “o aumento da capacidade e a modernização da infraestrutura existente” do metrô e dos trens da CPTM que abastecem a região.
O Polo Institucional lista, entre outros projetos, a construção de novas Fatecs, um terminal rodoviário, um parque tecnológico, um centro de convenções e eventos, um novo batalhão da Polícia Militar e uma unidade da entidade filantrópica Obra Social Dom Bosco. Também estão previstas a ampliação do Fórum Judiciário, a instalação de uma unidade do Senai e a criação do Parque Linear Rio Verde, uma gigantesca área de lazer que interligará o Rio Verde ao Parque do Carmo.


Levi Bianco/News Free/Folhapress
Parque do Carmo, Itaquera
Parque do Carmo, Itaquera


Com quase meio milhão de habitantes, Itaquera é um dos poucos bairros paulistanos que ainda contam com dezenas de metros quadrados de áreas verdes desocupadas. “É uma oportunidade única para se pensar um ambiente aprazível não só para os dias de jogos”, observa o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis. “É preciso pensar o estádio inserido dentro do bairro e não como uma coisa isolada. As áreas vazias possibilitam um planejamento do entorno”. Nakano chama a atenção para a importância da instalação de parques, centros culturais, e restaurantes. “Com isso, quem sabe alguém não se interessa em construir ali um centro de convenções”, anima-se. “Normalmente temos o planejamento, sem a previsão concreta de investimentos. Agora, pela primeira vez, temos o dinheiro antes de tudo. Não podemos desperdiçar a oportunidade de um bom planejamento”.

Nos mais de 55 quilômetros quadrados de Itaquera existem hoje 10 Assistências Médicas Ambulatorias (AMAs), um hospital municipal, cinco escolas municipais de ensino fundamental, dois parques, 11 escolas municipais de educação infantil e 23 Unidades de Básicas de Saúde (UBS). Pode não ser pouco, mas está muito longe do ideal. “Itaquera ainda é um bairro dormitório”, diz Francisco Carlos da Silva, nascido e criado na Zona Leste. “Temos carências nas áreas de saúde, educação, transporte. Vivem falando da cracolândia da região central de São Paulo. Temos 20 pequenas cracolândias por aqui”.

Na mira da Justiça - A forma como foi feita a negociação entre o poder público, a Odebrecht e o Corinthians, gerou duas ações no Ministério Público de São Paulo. A primeira investiga se, ao conceder isenção fiscal de R$ 420 milhões de reais para a construção de um estádio privado, a prefeitura estaria cometendo improbidade administrativa. A segunda está sendo analisada pelo promotor de Habitação e Urbanismo José Carlos de Freitas. Ele quer saber quais os reais impactos sociais que a construção vai causar na região e descobrir por que a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) concedeu licença ambiental à obra sem exigir, segundo o promotor, “um profundo estudo de impacto ambiental”.

“É preciso saber qual o impacto social para a população de baixa renda”, argumenta Freitas. “Ninguém disse quantas casas serão desapropriadas, nem para onde essas pessoas serão removidas”.

Quanto à questão ambiental, a prefeitura afirmou, por meio de nota, que a primeira etapa do processo – o Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI) – foi aprovada pelos técnicos responsáveis da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e da Câmara Técnica do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Até a semana passada, a Cetesb não havia mandado para o Ministério Público a documentação pedida. Freitas avisa que a investigação não tem prazo para terminar.

A população - Embora céticos, os moradores de Itaquera – a grande maioria formada por corintianos militantes – tentam acreditar que o poder público não vai desperdiçar mais essa oportunidade de investir numa área da periferia da cidade. O poder público quer manter essa confiança. Segundo o município, entre as benesses imediatamente ligadas à arena estão a criação de 700 empregos – 200 permanentes e 500 nos dias de jogos e eventos –, a valorização do mercado imobiliário, e a geração de receita de 442 milhões de reais até 2014 ligada a eventos esportivos.

Pelo menos a especulação imobiliária já começou. Cláudia Santorsula, corretora da Renascer, uma das imobiliárias mais antigas de Itaquera, conta que os apartamentos da Cohab – localizados bem ao lado de onde será erguido o estádio –, antes vendidos a 95.000 reais, agora estão custando 135.000 reais. Casas em condomínios fechados avaliadas em 150.000 reais subiram para 230.000 reais. “O problema é que a renda da população ainda não acompanhou a valorização”, observa Cláudia. “Por isso as vendas diminuíram bastante nos últimos meses”.

Franklin Rusig, proprietário da imobiliária Rusig, confirma. “Houve um aumento de cerca de 30% no preço dos imóveis da região”, conta. “Mas a procura baixou. Muitos clientes também desistiram de vender seus terrenos, dizendo que preferem esperar a Copa do Mundo para ver se eles valorizarão ainda mais”.

O governo informou que, nos últimos anos, a Secretaria de Educação investiu 7 milhões de reais em programas de reformas e melhorias nas 23 escolas estaduais da região de Itaquera, e 2 milhões de reais – desde 2007 – na Escola Técnica do bairro. Também foram 38 milhões de reais entre verbas de custeio e folha salarial da USP Leste. A soma equivale a 11% do valor que será destinado a um estádio de futebol.
 Fonte:  http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/alguem-trocaria-16-hospitais-bem-equipados-por-um-estadio-de-futebol

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Aprovada extensão de benefícios previdenciários a domésticas


Empregada doméstica
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira, matérias de caráter previdenciário que beneficiam diretamente a mulher. As propostas, agora, seguem para apreciação da Câmara. Entre elas, a que estende o pagamento do salário-maternidade além do prazo de licença previsto de até seis meses no caso de a gestação ser de alto risco.
No caso do pagamento do salário-maternidade às mães de prematuros extremos, o benefício será pago inclusive às empregadas domésticas, durante todo o período necessário ao acompanhamento hospitalar do recém-nascido, mesmo que ultrapasse o período da licença-maternidade. O valor a ser recebido terá como base o salário de contribuição à Previdência Social.
Outra proposta aprovada garante à viúva o direito de pensão por morte de trabalhadores aposentados por incapacidade e com pelo menos 15 anos de contribuição à Previdência, o que não é previsto em lei.
Em caráter terminativo na comissão, os senadores aprovaram a extensão do pagamento do salário-família aos empregados domésticos. O financiamento virá do aumento da alíquota de contribuição do empregador, à Previdência, de 12% para 15%. A relatora da matéria, a senadora Angela Portela (PT-RR), disse que incluiu a mudança porque o texto original não especificava as fontes de custeio para a extensão do benefício.
Ela também destacou que, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) de 2009, os empregados domésticos com Carteira de Trabalho assinada somam 1,99 milhão. Na informalidade, segundo a senadora, o total de trabalhadores domésticos é 7,22 milhões, dos quais 93% mulheres. Terão direito ao salário-família aqueles cujo salário for, no máximo, R$ 862,11.
A CAS aprovou ainda projeto de lei que desburocratiza a inscrição, pelo empregador, do trabalhador doméstico no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Pela proposta, será utilizado exclusivamente o número do empregado no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para sua inscrição, via internet, no FGTS.
O projeto prevê a emissão, também via internet, de guia de recolhimento da contribuição, que poderá ser paga em qualquer agência lotérica. Já a inscrição do empregador no Cadastro Especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sob responsabilidade da Receita Federal, poderá ser feita diretamente no site da Caixa Econômica, quando da inscrição do empregado no FGTS.
Fonte:  http://exame.abril.com.br/

domingo, 14 de agosto de 2011

Governo lança programa para inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho

O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses


AGÊNCIA BRASIL 





O governo lançou  o programa Mulheres Mil que pretende formar e inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O Mulheres Mil, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria, quer dar acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras, ou chefes de família, que não tiveram oportunidade de estudar e nem de ser inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria pelos ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pelas secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres.
O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses. Por intermédio de 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o projeto atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o país e, ainda neste ano, 100 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o programa Mulheres Mil é uma ação do ministério que pretende cumprir com o desafio proposto pelo atual governo, o da erradicação da miséria. “Todas as secretarias do Ministério da Educação estão mobilizadas com o Plano Brasil sem Miséria”.
Presente no lançamento do programa, a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Iriny Lopes, ressaltou a importância da capacitação. “O plano de enfrentamento à miséria identificou 16,2 milhões de pessoas que precisavam de um programa voltado para elas. A maioria dessas pessoas é composta por mulheres, como chefes de família, negras e aquelas em situação de maior vulnerabilidade. Então, o Mulheres Mil dará capacitação para que elas possam entrar no mercado de trabalho”.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, explicou a importância do programa. “No Plano Brasil sem Miséria, nós não queremos só levar renda para as famílias, mas também garantir inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. O Mulheres Mil vai ser estratégico, qualificando e formando 100 mil mulheres, melhorando a condição de conhecimento e de qualificação profissional delas, para que assim, consigam ter acesso a vagas de emprego”.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A FÁBULA DA FORMIGUINHA E DA CIGARRA BRASILEIRAS.

A NOVA FÁBULA DA FORMIGUINHA E DA CIGARRA BRASILEI

Maria Brasiliana era uma formiguinha filha de pais imigrante italianos, muito trabalhadeira e estudiosa, dava duro no trabalho diário e fazia faculdade no período noturno.
Maria era muito dedicada e esforçada.Todos os dias quando ia para o trabalho, encontrava Cigarrão, a cigarra que cantava com sua violinha estirado sobre a ponte pela qual a formiguinha tinha que passar para ir ao trabalho. Ela sabia que quando chegasse o inverno, Cigarrão bateria de porta em porta em busca de abrigo e alimento.Era assim desde sua adolescência.Mas Maria não desistia, queria ser “alguém na vida”, poder comprar uma casinha para ela e seus pais e levar uma vida digna e tranqüila. Seus pais sempre disseram que ela só conseguiria isso através dos estudos e de seu trabalho. Eles eram analfabetos e nunca conseguiram um trabalho digno e, consequentemente não conseguiram estudar também.
Todavia, Maria não desistia jamais. À custas de muito sacrifício terminou a faculdade, muitos verões e invernos se passaram...A formiguinha conseguiu se formar em Pedagogia e ministrava aulas no ensino fundamental. Levava uma vida dura, enquanto que, seu amigo Cigarrão, continuava com sua violinha, cantando e sonhando com as estrelas, sem trabalho, sem concluir os estudos, pois sua vida era sua música e o dedilhar nas cordas de seu instrumento.
Maria, lecionava durante o dia e fazia uns extras em uma lanchonete durante a noite, para poder esticar o pequeno salário. Conseguiu, após alguns anos financiar uma casinha de 60 metros quadrados onde pôde recolher seus pais...e mais alguns anos e pronto , a formiguinha juntou um dinheirinho suado e pequeno e conseguiu comprar um carrinho de segunda mão. A cigarra, ia vivendo seus verões e sofrendo seus invernos, sempre na mesma vidinha.
Maria estava muito feliz consigo mesma, tanto quanto seus pais que não cansavam de lhe agradecer, pois, com seu carrinho os levava, agora já velhos e doentes, para as fisioterapias e consultas médicas, agendadas sempre com um mês ou mais de antecedência, pelo IAMSPE ( que funciona quase igual ao SUS). Aos 36 anos de idade, após tanta luta, Maria andava um pouco triste, perderá seu pai vitimado por uma queda com fratura na “bacia”. Faleceu em casa, pois não tinha direito a quarto particular devido ao “convênio”, e ela não quis arriscar uma infecção hospitalar na ala a que tinha direito.
Cigarrão também havia desaparecido de seu cotidiano, não o via mais na pequena ponte a cantarolar já fazia muito tempo, se deu conta... Pensou nele e em seu pai, sentiu um misto de pena e indignação dentro de si.
A mãezinha de Maria estava muito debilitada pela artrose e com indícios de Alzheimer. Ela teve que abandonar os extras na lanchonete e não tinha como pagar alguém que cuidasse da mãe enquanto trabalhava. Estava adoecendo emocionalmente.
Certo dia, passando pela ponte ela viu uma Ferrari passando velozmente por ela, estranhou, pois o carro deu a volta e parou a seu lado, o vidro baixou e ela pôde ver nitidamente Cigarrão, sorrindo para ela , garboso na direção do veículo.
Perguntou à Maria se ela queria uma carona para o trabalho e no caminho, explicou à formiguinha que o olhava interrogativa e estupefatamente a razão de tanta ostentação.
_ Sabe, Maria...Passei muitos invernos difíceis por não conseguir trabalhar e nem estudar, bati inúmeras vezes em sua porta e você e sua família me ajudavam como podiam. A vida me foi grata, certa vez, ali na ponte passou um rapaz que me viu cantando, ele tinha uma violinha , sentou-se ali comigo e no pusemos a cantar e tocar.
Maria, montamos uma dupla caipira ,”Cigarrinho e Cigarrão”, hoje somos sucesso até no exterior e este é apenas um dos cinco carros importados que possuo, guardados na garagem da minha imensa mansão.
Sorrindo ao volante, e diante da mudez de Maria e do silencio que se fez, Cigarrão quebrou o gelo.
_ E Você, Maria, tão trabalhadeira, estudada...Me fala da sua vida e das suas conquistas...

Moral da história:Num país que não prioriza a educação e o trabalho todos colhem os frutos da ignorância.

Portadores de necessidades especiais ganham mais vagas de trabalho


De janeiro a julho deste ano o número de pessoas com deficiência física que entraram no mercado de trabalho aumentou mais de 172%. Os dados são da Fundação de Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) relativos aos primeiros sete meses e mostram que de 297 encaminhamentos, 128 foram admitidas no mercado de trabalho. Já no mesmo período do ano passado a Fundação encaminhou 280 pessoas e dessas 47 conseguiram colocação.
Ana Carla Pereira, 19 anos, deficiente auditiva, faz parte das 128 pessoas que conquistaram um emprego. “O trabalho desenvolvido pela Funtrab é de extrema importância, ele facilita o acesso ao emprego e ao mesmo tempo nos dá base para desenvolvermos um bom trabalho”, explica Ana Carla. Há três meses ela trabalha no departamento de mesa e banho de uma multinacional, o que considera a conquista de um direito. “Sou como qualquer pessoa eu preciso trabalhar para sustentar a minha filha e pagar as contas”, comenta.
Segundo a assistente social responsável pelo encaminhamento dos portadores de necessidades especiais, Mônica Scheller, este avanço nos números é um grande passo para a conscientização da sociedade. “Em alguns casos a empresa abre vagas normais, que não fazem parte da lei de cota, e nessas vagas aceitam candidatos com deficiência. Isso é uma grande evolução da sociedade, esta é uma forma de mostrar que estão aprendendo a respeitar a diferença do próximo”, comenta Mônica Scheller.
Ao encaminhar o candidato à vaga a Fundação tem a preocupação de avaliar bem o perfil da pessoa para que ela realmente se encaixe nos requisitos do empregador. “Não fazemos um simples encaminhamento. Trabalhamos com o objetivo de que fiquem e permaneçam com a vaga. A pré-seleção bem feita ajuda com que a empresa aprove o candidato”.
Um dos grandes desafios do Governo é conscientizar tanto os gestores quanto os funcionários que essas pessoas, apesar de terem limitações, são capazes de desempenhar um bom trabalho. “Esses profissionais têm que estar preparados para receberem esses novos funcionários para que eles não se sintam discriminados e inferiorizados, pois são pessoas dedicadas e esforçadas”, explica a assistente social. Outro desafio é a falta de qualificação dos candidatos. “Falta qualificação para essas pessoas, isso se deve principalmente à falta de cursos específicos para atender este público. Às vezes tem a vagas, mas não temos o candidato qualificado”, desabafa.
Ao contratar uma pessoa com deficiência, a empresa está exercendo a cidadania e ambos saem ganhando. “Cada pessoa é única, não são as deficiências que as diferem uma das outras e sim a história de vida, uma ótima oportunidade para aprender com a experiência do próximo, e desta maneira ter uma visão diferente do mundo”, conclui Mônica Scheller.
Quem tiver interesse em se candidatar às vagas da Funtrab deve fazer o cadastro e os que já têm o cadastro devem atualizá-lo. A Fundação do Trabalho fica na rua 14 de julho 992 1º andar, Centro. Atendimento das 7h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira. Mais informações pelo telefone 3320-1400.
Lei Cotas para deficientes e pessoas com deficiência
A lei 8213/91,a  lei de cotas para Deficientes e Pessoas com Deficiência dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência e dá outras providências para a contratação de portadores de necessidades especiais. E no Art. 93 institui que a empresa com 100 ou mais funcionários é obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência. A empresa que descumprir a Lei pode pagar uma multa que varia de R$1.195,13 a R$119.512,33 conforme a Portaria 1.199 de 28 de outubro de 2003.
Fonte: 
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COMO ESCOLHER O TEMA DE SUA MONOGRAFIA OU TCC

Inicialmente, antes mesmo de se levar em consideração os fatores envolvendo o "tema" de uma monografia ou de um TCC, deve-se refletir profundamente sobre as razões motivadoras que o levam a querer escrever um texto monográfico.
É uma obrigação, um prazer, por sua própria vontade ou não, ou ainda existe um resultado a ser obtido: tudo deve ser pesado e levado em consideração inicialmente.
A partir da definição deste ponto, pode-se passar para uma abordagem mais direta sobre o tema, diretamente, de sua monografia.
Nesta fase, você ainda não terá respostas, mas... mais perguntas. A definição do tema pode ser de livre escolha? Quais as influências ligadas a tal procedimento?
Geralmente, as respostas para esta segunda fase do processo de seleção do tema estão conectadas de maneira direta às respostas isoladas na primeira fase.
Aqui, caso tenha a obrigação de redigir um trabalho monográfico devido a cumprimento de obrigações em seu curso, deverá contar com o auxílio de um elemento primordial para o seu sucesso: o orientador de monografias.
O grau de complexidade do tema monográfico está ligado também ao resultado que você deseje alcançar. Monografias podem ser trabalhadas de modo profundo ou em um nível mais leve, e isto pode ocorrer com todas as temáticas.
Um procedimento que pode ser muito útil é a estruturação de um projeto de pesquisa.
Faça um projeto de pesquisa para auxiliar Um projeto de pesquisa exigirá a “desconstrução” do tema, a partir de processos próprios, que avaliarão não somente se a temática é importante ou se você terá condições de levar adiante uma monografia ou um TCC sobre o assunto. Você pode se perguntar: - Eu imaginava que fosse mais fácil selecionar uma temática para monografias, seria escolher o que gosto, ou o que o orientador mandar. Ora, se quiser você pode simplesmente fazer isso, mas os riscos são muito grandes, senão vejamos:
- Se você descobrir que não gosta do tema no meio do processo será mais difícil alterá-lo.
- Se o assunto é interessante, mas você descobrir no final que não terá meios de cumprir o que deveria, por falta de bibliografia, por falta de um caso prático que seria necessário ou por outro fator.
Como o processo de escrita de uma monografia é relativamente longo, às vezes levando mais de um ano, um problema destes, descoberto tardiamente, poderá atrasar você.
Assim, dedique-se arduamente à seleção do melhor tema para seu trabalho de cunho monográfico.
Não se envergonhe ao procurar auxílio, selecione as bibliografias para sua monografia, faça de tudo para facilitar o seu trabalho posterior já neste primeiro momento. O assunto de sua monografia acompanhará você em uma longa jornada.

OS ERROS MAIS COMUNS EM RELAÇÃO A TEMAS DE MONOGRAFIAS

Lute para lidar de modo racional com esta escolha, pois dois erros são muito comuns:

- O primeiro é escolher um tema muito interessante, inovador, cheio de pontos ainda por explorar. O resultado, óbvio, é a impossibilidade de terminar seu TCC pela falta de elementos bibliográficos ou fundamentadores. Muitos estudantes tomam esta atitude por não pensarem nas conseqüências ou nas dificuldades posteriores ou ainda porque querem impressionar seus orientadores, amigos ou familiares.
- O segundo é o oposto, recaindo a seleção por um tema muito simples e “batido”, com várias bibliografias. Você pode passar por um aluno relaxado ou incapaz. Escolha “o caminho do meio”.
Na maioria dos casos, ninguém espera de você uma monografia a ser publicada em um jornal ou a ser vendida em livrarias, assim tente relaxar e curtir este momento de sua vida. Tenha fé em si mesmo e conte com a orientação e com bons livros. Assim, vença o medo inicial, bastante comum a muitos alunos, pois estes não sentem possuir a devida autoridade ou conhecimento sobre o que deverão tratar em suas monografias. Tenha fé em seu trabalho e sua capacidade, dentro da realidade do tema (lembre-se, o caminho do meio).
O medo comumente sentido por todo estudante, ao precisar escrever sua primeira monografia, geralmente no final do seu curso de graduação, independentemente do curso do mesmo, é praticamente universal. Uma monografia significa literalmente, escrita sobre um único tema.

Escolha de um TEMA


É de máxima importância saber escolher o tema da pesquisa. Artigos de jornais e revistas, conversações, comentários de colegas, debates, seminários, experiências pessoais e reflexões podem conduzir a bons temas de pesquisa. Boas leituras também podem conduzir a bons temas.
O assunto a ser abordado não deve ser fácil demais e também não deve ser muito complexo, deve ser adequado à possibilidades do pesquisador, sua disponibilidade de tempo, de recursos bibliográficos, etc. A pesquisa ou estudo deve apresentar alguma utilidade, alguma importância prática ou teórica.

A escolha de um tema deve ser feita segundo alguns critérios:
01 – A importância do tema (relevância)
02 – A facilidade de acesso à bibliografia sobre o assunto da pesquisa e outras fontes.
03 – Possibilidade de desenvolver bem o assunto, dentro dos prazos estipulados e afinidade com o tema.
04 – Delimitação da pesquisa: Tipo de pesquisa? Enfoque?
Após a definição destes critérios, a escolha do tema torna-se mais fácil e proporciona um começo organizado para a construção do trabalho.
Projeto de Pesquisa - O primeiro passo é a organização de um plano geral, especificando todas as suas partes. É a montagem do esquema do Projeto de Pesquisa. O planejamento inicial é sempre provisório, no decorrer do trabalho, sempre são necessárias algumas modificações. O importante é que se faça um plano, bastante minucioso, onde constarão todas as partes do trabalho. O planejamento serve para conduzir e orientar o processo de pesquisa, mas está sujeito a alterações e modificações de acordo com o necessário.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil 2011"


Para exigir das prefeituras mais investimentos em equipamentos públicos especializados no atendimento à violência doméstica, foi feita uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon. De acordo com Jacira Melo, fundadora do Instituto Patrícia Galvão, responsável pelo planejamento, implantação e análise do estudo, o objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o tema "violência contra a mulher", buscando dados concretos que servirão de base ao combate mais efetivo deste tipo de crime.
Para ela, é preciso que sejam adotadas medidas urgentes e a principal delas é a construção, pelos municípios, de centros de referência no atendimento à mulher vítima de violência. "O investimento público está muito aquém da demanda social e a principal atitude precisa ser tomada pelas prefeituras. É por isso que estamos apresentando nossos resultados às autoridades municipais", revela Jacira.
Com o nome de "Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil 2011", o questionário identificou que 80% da população já reconhecem como agressão doméstica os diversos tipos de violência física sofridos no âmbito familiar, desde o empurrão até atos extremos, que podem levar à morte. 
Para garantir privacidade e liberdade nas respostas referentes às experiências, em fase da pesquisa, o entrevistado preencheu o questionário e o depositou num envelope não identificado. Os resultados apontaram que 27% das mulheres admitiram ter sofrido algum tipo de agressão grave, sendo que para 48% delas, o principal motivo foi o ciúme, a mesma explicação dada por 38% dos homens que se declaram agressores. 
 
Confira a entrevista com Jacira Melo, na qual ela comenta os resultados da pesquisa, os avanços na luta contra a violência e o que ainda precisa ser feito. Os dados fazem parte de um estudo de abrangência nacional, realizado com 1,8 mil pessoas, entre homens e mulheres, em 70 municípios das cinco regiões do Brasil.
Qual o principal objetivo da pesquisa?
Promover o debate que possa abranger a dimensão cultural da sociedade, buscar uma mudança de comportamento e cobrar uma resposta mais forte do Estado, seja ela no atendimento às vítimas ou nas medidas de prevenção. Quanto mais a sociedade mostrar censura, reprovação e exigir respeito mútuo entre homens e mulheres, mais ela irá caminhar para a diminuição dos casos de violência.
Como o Estado tem combatido a violência contra a mulher?
Quando há uma percepção tão aguda da sociedade, como a que esta pesquisa demonstra, os políticos costumam ficar mais sensíveis. A aceitação pelos municípios ainda é muito lenta, mas sinto que estamos avançando. O Brasil demorou muito para se posicionar nesta questão. A Lei Maria da Penha, um marco na nossa luta, só foi criada há cinco anos. Com isso, o Estado deu um grande passo, mas falta agora dar uma resposta mais efetiva, introduzindo o tema nas áreas da educação e da saúde, levando as discussões às escolas e realizando medidas para conscientização das crianças.
Primeiramente, qual deve ser o foco para combater este tipo de violência?
O poder público. É preciso que se construa mais equipamentos, faça mais investimentos e dê uma resposta à população que esteja à altura do problema. No Brasil, nós temos apenas 190 centros especiais de atenção à mulher que fazem atendimentos social, psicológico e de orientação jurídica. Isso tudo para mais de 5 mil municípios. Temos somente 72 casas abrigo, que é o lugar onde a mulher é levada em casos extremos de ameaças de morte. As 466 delegacias especializadas do País também não são suficientes. Os governos estaduais e federal devem repassar recursos, mas quem deve cuidar é a Prefeitura, já que é o órgão mais próximo destas vítimas. Antes de a mulher se decidir se vai ou não à delegacia, é importantíssimo que ela possa contar com um equipamento de apoio. A mulher não é uma unidade, a decisão dela envolve diversos fatores, como a existência da família e a educação dos filhos. 

 Como a senhora avalia os resultados desta pesquisa?
Agora sabemos que 80% da população, entre homens e mulheres, já reconhecem diferentes formas de agressão como sendo violência doméstica. Até há pouco tempo, quando se falava no assunto, o pessoal pensava em agressões físicas ou coisas piores. Agora, um empurrão, um tapa, um chute ou um soco já são vistos como algo inaceitável. O reconhecimento de agressões verbais como forma de violência por 62% dos entrevistados também mostra que homens e mulheres estão entendendo mais sobre este problema. A violência que aparece nas estatísticas é a que chega às delegacias, mas ela não começa desta forma mais grave, geralmente se inicia com uma simples falta de respeito. De modo geral, pudemos demonstrar que há um debate maior sobre o tema e este é um achado importante.
A pesquisa demonstra que 94% das pessoas conhecem a Lei Maria da Penha. O que, na sua opinião, tornou isso possível?
Mesmo que não profundamente, esta é a Lei mais conhecida do País. É comum agora as pessoas brincarem com os homens mais machistas dizendo para tomarem cuidado com a Maria da Penha. Esta Lei contribuiu muito para dar visibilidade ao problema, que já era bem sério. Ela permitiu que a sociedade tivesse uma visão crítica a respeito deste ato. A mídia também tem colaborado muito para isso, tornando os debates cada vez mais presentes na vida da população. Recentemente, nós tínhamos uma campanha para a televisão que dizia "onde tem violência todo mundo perde". Isso é verdade, porque perde quem apanha, perde o filho e perde o próprio homem agressor.
Há alguma camada da sociedade que sofre mais com o problema?
A violência doméstica está presente em toda sociedade. A única diferença é que a mulher de baixa renda fica isolada, contando apenas com o apoio do Estado. Ela sofre um tipo de violência mais danoso por estar mais desprotegida. Já a de classe média ou alta tem o apoio da família, recursos próprios para buscar apoio psicológico e jurídico, sem depender da máquina pública.
Fonte: http://odiariodemogi.inf.br/