SEJA BEM-VINDO!!!!

SEJA BEM-VINDO!!!!
Este é um espaço dedicado à estudantes e profissionais de serviço social e também àqueles que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!

Seguidores

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A FÁBULA DA FORMIGUINHA E DA CIGARRA BRASILEIRAS.

A NOVA FÁBULA DA FORMIGUINHA E DA CIGARRA BRASILEI

Maria Brasiliana era uma formiguinha filha de pais imigrante italianos, muito trabalhadeira e estudiosa, dava duro no trabalho diário e fazia faculdade no período noturno.
Maria era muito dedicada e esforçada.Todos os dias quando ia para o trabalho, encontrava Cigarrão, a cigarra que cantava com sua violinha estirado sobre a ponte pela qual a formiguinha tinha que passar para ir ao trabalho. Ela sabia que quando chegasse o inverno, Cigarrão bateria de porta em porta em busca de abrigo e alimento.Era assim desde sua adolescência.Mas Maria não desistia, queria ser “alguém na vida”, poder comprar uma casinha para ela e seus pais e levar uma vida digna e tranqüila. Seus pais sempre disseram que ela só conseguiria isso através dos estudos e de seu trabalho. Eles eram analfabetos e nunca conseguiram um trabalho digno e, consequentemente não conseguiram estudar também.
Todavia, Maria não desistia jamais. À custas de muito sacrifício terminou a faculdade, muitos verões e invernos se passaram...A formiguinha conseguiu se formar em Pedagogia e ministrava aulas no ensino fundamental. Levava uma vida dura, enquanto que, seu amigo Cigarrão, continuava com sua violinha, cantando e sonhando com as estrelas, sem trabalho, sem concluir os estudos, pois sua vida era sua música e o dedilhar nas cordas de seu instrumento.
Maria, lecionava durante o dia e fazia uns extras em uma lanchonete durante a noite, para poder esticar o pequeno salário. Conseguiu, após alguns anos financiar uma casinha de 60 metros quadrados onde pôde recolher seus pais...e mais alguns anos e pronto , a formiguinha juntou um dinheirinho suado e pequeno e conseguiu comprar um carrinho de segunda mão. A cigarra, ia vivendo seus verões e sofrendo seus invernos, sempre na mesma vidinha.
Maria estava muito feliz consigo mesma, tanto quanto seus pais que não cansavam de lhe agradecer, pois, com seu carrinho os levava, agora já velhos e doentes, para as fisioterapias e consultas médicas, agendadas sempre com um mês ou mais de antecedência, pelo IAMSPE ( que funciona quase igual ao SUS). Aos 36 anos de idade, após tanta luta, Maria andava um pouco triste, perderá seu pai vitimado por uma queda com fratura na “bacia”. Faleceu em casa, pois não tinha direito a quarto particular devido ao “convênio”, e ela não quis arriscar uma infecção hospitalar na ala a que tinha direito.
Cigarrão também havia desaparecido de seu cotidiano, não o via mais na pequena ponte a cantarolar já fazia muito tempo, se deu conta... Pensou nele e em seu pai, sentiu um misto de pena e indignação dentro de si.
A mãezinha de Maria estava muito debilitada pela artrose e com indícios de Alzheimer. Ela teve que abandonar os extras na lanchonete e não tinha como pagar alguém que cuidasse da mãe enquanto trabalhava. Estava adoecendo emocionalmente.
Certo dia, passando pela ponte ela viu uma Ferrari passando velozmente por ela, estranhou, pois o carro deu a volta e parou a seu lado, o vidro baixou e ela pôde ver nitidamente Cigarrão, sorrindo para ela , garboso na direção do veículo.
Perguntou à Maria se ela queria uma carona para o trabalho e no caminho, explicou à formiguinha que o olhava interrogativa e estupefatamente a razão de tanta ostentação.
_ Sabe, Maria...Passei muitos invernos difíceis por não conseguir trabalhar e nem estudar, bati inúmeras vezes em sua porta e você e sua família me ajudavam como podiam. A vida me foi grata, certa vez, ali na ponte passou um rapaz que me viu cantando, ele tinha uma violinha , sentou-se ali comigo e no pusemos a cantar e tocar.
Maria, montamos uma dupla caipira ,”Cigarrinho e Cigarrão”, hoje somos sucesso até no exterior e este é apenas um dos cinco carros importados que possuo, guardados na garagem da minha imensa mansão.
Sorrindo ao volante, e diante da mudez de Maria e do silencio que se fez, Cigarrão quebrou o gelo.
_ E Você, Maria, tão trabalhadeira, estudada...Me fala da sua vida e das suas conquistas...

Moral da história:Num país que não prioriza a educação e o trabalho todos colhem os frutos da ignorância.

Nenhum comentário:

Postar um comentário