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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

6,3 milhões deixaram a miséria, afirma o Ipea

Uma conclusão é que, apesar de abrangente, o Bolsa Família não garante a ascensão social de seus beneficiados


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Diretor do Ipea, Rafael Guerreiro, diz que para chegar à meta de erradicação da pobreza, o Bolsa Família teria que dobrar 

 Cerca de 6,3 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema no país entre 2004, quando o Bolsa Família foi criado, e 2009, indica o Ipea. Em 2004, eram 15 milhões de brasileiros na miséria - quem ganha R$ 67 mensais ou menos, de acordo com o critério adotado. Em 2009, o dado baixou para a 8,7 milhões.

A conclusão do comunicado de ontem, com base em dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, corrobora a tendência verificada em outros estudos do Ipea, ligado à Presidência.

No ano passado, por exemplo, o instituto já havia dito que, entre 1995 e 2008, 12,1 milhões de pessoas haviam deixado de ser miseráveis. O dado foi lançado durante o processo eleitoral que elegeu a presidente Dilma Rousseff.

No período analisado agora, aproximadamente 10 milhões deixaram de ser pobres (quem ganha de R$ 67 a R$ 134), 1 milhão saiu da situação de vulnerabilidade (com ganhos mensais entre R$ 134 e R$ 465) e o número de não pobres (R$ 465 ou mais) subiu de 51 milhões para 78 milhões de pessoas, segundo o estudo. A renda média cresceu 28%: de R$ 495,1 para 634,6. O índice de Gini, um índice matemático para medir a desigualdade, caiu 6%.

Apesar de usar como data inicial o ano em que o Bolsa Família nasceu, os técnicos do Ipea não creditam ao programa a maior influência na melhoria de renda do brasileiro, mas ao aquecimento geral da economia e ao aumento real do salário mínimo - que não influencia diretamente o Bolsa.

"Não obstante a importância da política social, sem o crescimento e a geração recorde de empregos formais o aumento real do salário mínimo teria menos efeitos distributivos", diz o comunicado.

Renda

A política social teve papel central na redução da desigualdade social. As mudanças demográficas e o lento aumento da escolaridade da população adulta também foram apontados como causas da melhora dos indicadores, segundo o estudo. "O crescimento da renda e a diminuição das desigualdades foram bastante significativos", avalia o pesquisador da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea Rafael Guerreiro Osório. "O grande estrato que cresce na população é o de não pobres. É uma diferença de 26 milhões de pessoas", completou. Uma das conclusões destacadas por ele é que, apesar de bastante abrangente, o Bolsa Família não garante a ascensão social de seus beneficiados.

"Embora seja uma cobertura muito abrangente para as famílias extremamente pobres ou pobres, os valores transferidos pelo programa são muito baixos. Com isso, nenhuma família sai desses estratos por causa dessas transferências. Para que isso aconteça, é fundamental que elas tenham uma outra fonte de renda, ainda que de algum trabalho precário", disse.

Ele acrescentou que outro estudo do Ipea mostra que, dobrando o orçamento do Bolsa Família destinado às pessoas já atendidas, "seria possível levar a pobreza extrema do país para níveis bem baixos", podendo inclusive chegar à meta de erradicar a miséria no Brasil. "Em valores, isso corresponde a aumentar de R$ 12 bilhões para R$ 26 bilhões o orçamento destinado ao programa.
Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/

Um comentário:

  1. Com certeza o programa bolsa família influenciou sim na diminuição da pobreza, mas acredito que o mesmo ainda não cumpriu o seu papel e pior, em algumas situações vem causando dependência na população que sem este não saberia o que fazer. Penso que há uma necessidade de mudar a forma como o programa é implementado. Não que se acabe, mas que revejam a metodologia.

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