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domingo, 13 de novembro de 2011

Ministro dos Esportes defende cota de ingressos para índios e beneficiários do Bolsa Família na Copa 2014



O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do PCdoB:  'Apresentei uma demanda, ele (o secretário-geral da Fifa) que apresente uma solução'
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do PCdoB: 'Apresentei uma demanda, ele (o secretário-geral da Fifa) que apresente uma solução'GIVALDO BARBOSA / AGÊNCIA O GLOBO

O Ministério do Esporte quer que a Fifa reserve uma parcela dos ingressos da Copa de 2014 para indígenas e beneficiários do Programa Bolsa Família. O pedido foi feito pelo ministro da pasta, Aldo Rebelo, ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no primeiro encontro entre ambos, ontem, em Brasília.

- Há parcelas da população, como a faixa mais pobre, que numa festa como a da Copa deveria ter uma condição mais favorável para o acesso aos ingressos. Falei também para o secretário-geral sobre as populações indígenas. Teremos jogos na Amazônia e elas não têm como ter acesso - reivindicou o ministro.

Recém empossado no Esporte após a saída de Orlando Silva, Rebelo passou o sábado em Tocantins, na 11 edição dos Jogos dos Povos Indígenas. Questionado sobre como a Fifa atenderia ao pedido, respondeu:

- É um problema dele (Valcke). Apresentei uma demanda, ele que apresente uma solução.

A chamada cota social é uma bandeira da presidente Dilma Rousseff, que já levantara a questão no mês passado com o secretário-geral durante encontro para discutir o projeto da Lei Geral da Copa, em tramitação no Congresso. A conversa não foi suficiente para eliminar pontos de discórdia, como a meia-entrada para estudantes, garantida por leis estaduais, à qual a Fifa resiste.

Primeira fase mais barata

Para se livrar do benefício, o número dois da Fifa propôs ontem, em audiência na Câmara, a criação de uma categoria de ingressos a preços mais acessíveis, válida para brasileiros mais pobres, sejam estudantes ou não. As entradas custariam em torno de US$ 25 (R$ 43,74) do segundo ao 48 jogo, ou seja, apenas na primeira fase da competição. Os demais, inclusive a abertura e a final, teriam preços mais altos, mas o dirigente não os informou. O torcedor sem direito a descontos poderá pagar até US$ 900 (R$ 1,5 mil) por uma partida.

No início do mês Valcke já tinha falado em ingressos entre US$ e US$ 30

- A Fifa não gosta dessa meia-entrada - confessou Valcke, acrescentando que o problema não é o impacto financeiro, mas as dificuldades técnicas para operacionalizá-la.

O governo deve deixar de lado o benefício para os estudantes, previsto em leis estaduais, fincando pé somente na meia-entrada para maiores de 60 anos, garantida pelo Estatuto do Idoso. Rebelo disse ontem que, em princípio, vale a posição firmada no projeto da Lei Geral da Copa, que dá à Fifa autonomia para decidir a política de ingressos. Mas ponderou que a posição final dependerá de negociação com os deputados. O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, protestou contra a posição da Fifa:

- É uma boa proposta ter ingressos populares, mas não resolve o problema de desrespeitar leis em voga no país há mais de 20 anos. As perdas da Fifa serão relativamente pequenas com a meia. Vale o preço da nossa soberania?

Valcke chegou a Brasília na segunda-feira com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Eles jantaram com Rebelo e o relator do projeto da Lei Geral da Copa, Vicente Cândido (PT-SP). Na manhã de ontem, os dirigentes participaram de tensa audiência na Câmara, marcada por críticas de deputados contra o que chamam de excesso de concessões à Fifa.

- O Brasil não pode se encolher às imposições de uma entidade internacional e seus sócios nacionais. Estão transformando o país num protetorado. Então, é regime de exceção - bradou Ivan Valente (PSOL-SP).

Fonte:

http://oglobo.globo.com/

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