SEJA BEM-VINDO!!!!

SEJA BEM-VINDO!!!!
Este é um espaço dedicado à estudantes e profissionais de serviço social e também àqueles que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!

Seguidores

domingo, 21 de agosto de 2016

REFLEXÕES SOBRE O SERVIÇO SOCIAL






Por Maria Lúcia Martinelli


É muito importante que possamos construir identidades pela positividade. Identidades pedem reconhecimento, reciprocidade, são construções coletivas. Não há como construir identidades de modo solitário e ninguém constrói identidade no espelho, pois ela é construída no cenário público, na vida cotidiana, juntamente com os movimentos sociais, com as pessoas com as quais trabalhamos.
Creio que um primeiro movimento que o trabalho com a identidade me ensinou, foi exatamente o de recuperar a centralidade do humano, de reconhecer os sujeitos sociais com os quais atuamos como legítimos construtores da prática social. Nós não construímos sós a nossa prática profissional, o fazemos de modo inclusivo com todas estas pessoas, sejam elas crianças, adultos, anciãos, o morador de rua, pois não há ser humano sem história, assim como não há identidade sem escuta.
 É fundamental que reconheçamos a importância de nossa profissão ao abrir espaços de escuta para estes sujeitos que, muitas vezes, nem, sequer são alcançados por outras profissões. Com frequência somos nós, assistentes sociais, os interlocutores deste segmento que praticamente já não mais interessa a quase ninguém. Homens de rua não votam, imigrantes estão sem trabalho, anciãos não são produtivos sob o ponto de vista do mercado, enfim este é o segmento pensado por muitos como uma população sobrante, sem inserção no mercado de trabalho.
Em uma sociedade, como a nossa, que se organiza por esta lógica de mercado, as pessoas são importantes enquanto são produtivas e quando não produzem, é como se já não fossem nem sequer seres humanos. É impressionante constatarmos como o econômico invade as relações sociais e como certas práticas retiram cidadania dos sujeitos, fragilizando a sua já frágil condição humana. Não dialogam com os sujeitos em sua plenitude, desconsideram a sua consciência política, reduzindo o campo de intervenção do Serviço Social ao mero atendimento pontual da solicitação das pessoas. Nosso ato profissional é muito mais pleno do que o atendimento imediato da solicitação. É muito maior do que isso. Certamente, vamos prestar o atendimento, mas tendo até mesmo a coragem em alguns momentos de recolher aquele gesto espontâneo da resposta imediata.
A nobreza de nosso ato profissional está em acolher aquela pessoa por inteiro, em conhecer a sua história, em saber como chegou a esta situação e como é possível construir com ela formas de superação deste quadro. Se reduzirmos a nossa prática a uma resposta urgente a uma questão premente, retiramos dela toda sua grandeza, pois deixamos de considerar, neste sujeito, a sua dignidade humana.


Em um belo texto, intitulado “O narrador”, o filósofo Walter Benjamim (1994, p. 220 - 221), refletindo sobre o alcance das práticas humano-sociais, nos diz que é preciso construir práticas que nos permitam unir “a mão e o gesto, a voz e a palavra”, ou seja, que tenham inteireza, que se façam a partir da centralidade do humano.
É assim que temos de pensar em nossa profissão: uma profissão que através de sua intervenção na realidade, de sua interlocução com os movimentos sociais, com os setores organizados da sociedade civil, participa da reconstrução do próprio tecido social.
A partir das práticas que realizamos, dos processos políticos dos quais somos protagonistas como profissionais e como cidadãos, participamos sim da construção de uma nova sociedade.
Que tenhamos, portanto, a firmeza de declarar “muito prazer, sou um assistente social”.

Palestra promovida pelo Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR, em 10/11/2005. Transcrição de Jussara Ayres Bourguignon, em março de 2006.
Disponível em:
http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/69/67



sábado, 6 de agosto de 2016

Dicas concurso IFMS/2016

Concurso IFMS 2016
Aos assistentes sociais que estão na luta por uma vaga no concurso do IFMS, analisei o Edital e fiz um compilado de material que abrange todo o conteúdo de conhecimento específico.

É necessário dar uma maior ênfase nos estudos nesta parte do edital, tendo em vista que possui peso 3 e terá maior número de questões na prova. Estudem o material e resolvam o máximo de questões para fixação do conteúdo.

Bons estudos!




CONHECIMENTO ESPECÍFICO
O estado e a política social no Brasil contemporâneo. Cidadania, direitos e garantias fundamentais no Brasil pós-1988. Definições e objetivos da Assistência Social. Serviços, benefícios e programas da Assistência Social. Os direitos das crianças e adolescentes. Os direitos das mulheres. Os direitos das pessoas portadoras de deficiência. Os direitos dos idosos. Definições e objetivos da educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Estratégias de planejamento, monitoramento e avaliação de políticas, programas e projetos sociais. Ciclos de projetos e políticas públicas. Definições e usos de indicadores sociais. Métodos e técnicas de pesquisa social. Formulação de problemas e hipóteses. Tipos de amostragem. Elaboração de questionários e realização de entrevistas. Elaboração de relatórios de atividades. Desafios ético-políticos e demandas à profissão de assistente social. Orientação e acompanhamento social a indivíduos, grupos e famílias. Mobilização social e práticas educativas. Código de Ética Profissional do assistente social. Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS. Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Para atender o conteúdo programático do Edital de concurso do IFMS para o cargo de assistente social sugerimos o estudo dos seguintes materiais: